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Sexta-feira, 04 de dezembro de 2020

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90 casos de dengue são notificados na primeira quinzena de janeiro em MT

Da Redação/Com Assessoria

21 Jan 2009 - 15:49

Foram notificados 90 casos de Dengue, do dia 1° a 10 de janeiro em Mato Grosso. O número representa uma queda de 61.5% em comparação com o ano de 2008 quando foram registrados, no período de 1º a 10 de Janeiro, 234 casos da doença. Os dois casos graves de dengue registrados até o dia 10 de Janeiro, um no município de Cuiabá, capital do Estado, e outro no município de Rosário Oeste (128 quilômetros ao Norte da Capital), evoluíram para a cura e estão sob investigação.

No ano de 2008 foram notificados, em Mato Grosso, 11.056 casos de Dengue. Neste número estão incluídos 15 casos graves da doença que resultaram uma letalidade de 20%, no ano. Os três casos graves de Dengue que resultaram em óbito foram: o de um homem de 30 anos, no município de Várzea Grande, o de uma jovem de 14 anos, em Cuiabá, e o de um homem de 34 anos, em Araputanga.

Já os outros doze casos graves da doença, que evoluíram para a cura, foram: o de uma mulher de 48 anos, em Matupá, o de uma menina de 11 anos, em Tangará da Serra, o de uma menina de quatro meses, em Cuiabá, o de uma mulher de 31 anos, em Várzea Grande, o de uma menina de oito anos, em Nova Santa Helena, o de uma jovem de 18 anos, em Campos de Júlio, o de um homem de 30 anos, em Várzea Grande, o de um homem de 25 anos, no município de Alto da Boa Vista, os de uma jovem de 16 anos e de uma menina de oito anos, ambos em Rosário Oeste, o de um homem de 20 anos, em Tangará da Serra, e o de uma mulher de 40 anos em Poconé.

A Secretaria de Estado de Saúde continua atenta no acompanhamento e monitoramento da Dengue bem como na agilidade do controle da doença. Para tanto vem desenvolvendo ações de capacitação visando a atualização dos médicos, enfermeiros, Agentes de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), e outros, nos métodos de controle da doença desde o ano passado.

Uma dessas capacitações, realizada no último mês de Dezembro de 2008, foi o I Treinamento da Microrregião da Baixada Cuiabana, sob o tema “Assistência de Enfermagem ao Paciente com Dengue”. O treinamento beneficiou a 31 enfermeiros de hospitais públicos, Prontos Socorros e hospitais privados nos 11 municípios de abrangência do Escritório Regional de Saúde da Baixada Cuiabana (ERS/Baixada Cuiabana) oferecendo Certificados de Conclusão da capacitação. Os participantes assumiram a responsabilidade de se tornar multiplicadores dos conhecimentos adquiridos.

A coordenadora do Programa Nacional de Combate à Dengue, Maria de Lourdes Girardi, disse que “este foi o primeiro treinamento, realizado em parceria com a equipe do Escritório Regional de Saúde da Baixada Cuiabana, que contou com a participação de Prontos Socorros Públicos e Hospitais da iniciativa privada no qual houve o comprometimento oficial de se multiplicar o conhecimento adquirido nos municípios de abrangência do Escritório Regional”.

A diretora do Escritório, Leila Boabaid, explicou que “a capacitação refletiu o espírito dos Escritórios Regionais de Saúde que têm como objetivo atuar em parceria com os municípios, auxiliando e proporcionando-lhes meios de realizar cada vez melhor o trabalho de combate e controle da Dengue“.

E a gerente de Vigilância em Saúde do ERS da Baixada Cuiabana, Dulcilene de Souza Strobel, lembrou que os participantes ficaram conhecendo detalhes sobre os “aspectos clínicos, o diagnóstico, o tratamento da Dengue, as complicações provocadas no organismo pela doença, a atuação dos profissionais de enfermagem no atendimento do paciente com Dengue, na manifestação hemorrágica e na síndrome do choque da doença, dentre outras informações”.

SINTOMAS – A Dengue é uma doença viral cujos sintomas começam a aparecer após incubação de 3 a 15 dias após a picada do mosquito infectado com o vírus. Após o aparecimento dos sintomas a doença tem duração aproximada de cinco a sete dias.

Os sintomas gerais da Dengue são: febre alta com início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos que piora com o movimento deles, perda ou diminuição do apetite, náuseas e vômitos, extremo cansaço, fraqueza, manchas e erupções na pele semelhantes a Sarampo, principalmente no tórax e membros, dores musculares, nos ossos e articulações.

Nem todos os sintomas se manifestam, ao mesmo tempo, num paciente e nem sempre todos eles ocorrem em uma mesma pessoa. Sendo assim, como estes sintomas podem ocorrer em outras doenças também, ao surgirem qualquer um deles, o paciente deve procurar uma Unidade de Saúde para ser examinado pelo médico que fará o diagnóstico, dará orientações sobre a doença, e os sinais de gravidade, e prescreverá o tratamento adequado para a fase da doença em que o paciente se encontra. Mesmo a Dengue grave tem início igual ao da Dengue clássica.
Os sintomas que indicam a ocorrência de formas graves da dengue podem se manifestar e agravar levando o paciente a óbito em menos de 24 horas. Habitualmente esses sintomas surgem quando tem início a queda da temperatura ou o desaparecimento da febre, acompanhados de dores abdominais de forte intensidade e contínuas, vômitos persistentes, pele fria, sangramento pelo nariz, boca, intestinos e estômago, sonolência, agitação, boca seca, confusão mental, dificuldade para respirar, perda de consciência, insuficiência circulatória e choque.

CONTROLE DA DENGUE – Até o momento não existe vacina nem qualquer medicamento específico para tratar a dengue. Para o controle e diminuição dos casos e para evitar os óbitos por dengue é imprescindível o diagnóstico precoce, o reconhecimento dos sinais de alerta de que a doença está evoluindo para uma forma grave e a identificação dos casos suspeitos de febre hemorrágica da dengue e da síndrome do choque da dengue, bem como o tratamento adequado e oportuno da doença.

O envolvimento da população com o conhecimento da doença e da importância do atendimento médico bem como eliminando os criadouros do vetor (Aedes aegypti) são os principais aliados para que haja controle da doença.

Algumas ações recomendadas são: manter a caixa d’água, tonéis e barris ou outros recipientes que armazenam água, totalmente tampados e limpos na sua parte interna (lavados com escova e sabão semanalmente). Deve-se remover tudo o que possa impedir a água de correr pelas calhas e não deixar a água da chuva acumular sobre a laje.
No caso dos vasos de plantas, encher de areia, até a borda, os pratinhos dos vasos. Se não tiver colocado areia no pratinho da planta, lavar a mesmo com escova, água e sabão, pelo menos uma vez por semana, fazendo o mesmo com vasos de plantas aquáticas. Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como potes, latas e garrafas vazias. Colocar o lixo em sacos plásticos, fechar bem esses sacos e deixá-los foram do alcance de animais. Manter lixeiras bem fechadas.
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