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Quarta-feira, 19 de junho de 2024

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Filha de criador de Asterix acusa pai de se render ao mercado

O valente gaulês Asterix, que sempre defendeu sua pequena vila dos invasores romanos, pode agora ser obrigado a se render a um império muito maior: o mercado e os interesses econômicos. Foi o que disse Sylvie Uderzo, filha de um dos criadores do personagem, em um artigo publicado nesta quinta-feira (15) no jornal francês "Le Monde". 


No texto, Sylvie se referiu à recente venda de 60% da editora criada por seu pai para a gigante editorial Hachette Livre. No negócio, Albert Uderzo, 81, ainda concordou com a continuidade do lançamento de produtos relacionados a Asterix após sua morte --incluindo livros ilustrados e filmes.

Sylvie, que ainda controlará 40% da editora, afirmou que a venda da maior parte da companhia irá comprometer o própria integridade da obra criada por seu pai. Ela o acusou de se render aos interesses econômicos e "negar os valores com os quais ele me educou: independência, fraternidade, amizade e resistência", disse, em alusão ao corajoso Asterix, cujos quadrinhos encantam milhões de adultos e crianças na França e no mundo.

O personagem foi criado por Albert Uderzo e Rene Goscinny no final dos anos 50 com tirinhas publicadas em uma revista infantil; em 1961 eles lançaram o primeiro livro ilustrado, "Asterix, o Gaulês". Depois da morte de Goscinny, em 1977, Uderzo fundou a própria editora, Editions Albert-Rene, para lançar os livros do personagem. 

A filha de Rene Goscinny, Anne, não se opôs ao acordo, mas lamentou que as futuras histórias possam ser escritas e ilustradas por outras pessoas após a morte de seus criadores originais.

A preocupação de Sylvie, no entanto, pode não se limitar à questão moral, mas também ao futuro do negócio empreendido por seu pai. As histórias de Asterix foram traduzidas para 107 idiomas e já venderam mais de 300 milhões de livros em todo o mundo. Há também um parque de diversões temático no norte de Paris e oito filmes lançados sobre o personagem.

O criador Albert Uderzo não comentou as acusações da filha. No ato de venda da sua editora disse, no entanto, que esperava que os novos donos fossem "respeitosos com a moral e os direitos patrimoniais dos autores", conforme citou a newsletter francesa La Republique des Lettres.
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