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Sábado, 24 de julho de 2021

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NÃO É COM ELA

Dilma diz que Ministério da Justiça é quem deve falar sobre viés político de operação

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) se esquivou nesta terça-feira de comentar sobre a respeito de um possível viés político da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. Segundo a ministra, quem deve se posicionar sobre o assunto é o Ministério da Justiça, responsável atuação da PF.

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) se esquivou nesta terça-feira de comentar sobre a respeito de um possível viés político da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. Segundo a ministra, quem deve se posicionar sobre o assunto é o Ministério da Justiça, responsável atuação da PF.

"Esse processo está sob jurisdição da Justiça. Não cabe ao governo federal se manifestar sobre ele", afirmou a ministra. Com a insistência dos jornalistas sobre o tema, Dilma completou. "Peçam a manifestação do Ministério da Justiça. No meu ponto de vista, no ponto de vista da Casa Civil, nós não iremos nos manifestar a respeito", disse.

A ministra participou hoje do Encontro Estadual de Municípios que está sendo realizado em Santos (litoral de São Paulo). Além de Dilma, participam da abertura do evento o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), além de deputados e prefeitos paulistas.

Gilmar Mendes

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, também evitou hoje comentar o possível viés político da Operação Castelo de Areia. O ministro disse que não tem informações suficientes para fazer um "juízo seguro" sobre o assunto.

"Vamos aguardar o desenvolvimento da questão para que nós possamos emitir um juízo seguro", disse Mendes, em São Paulo.

Em nota divulgada hoje, a PF afirma que o foco da Operação Castelo de Areia são crimes financeiros e lavagem de dinheiro e não financiamento de campanhas políticas.

Segundo a nota, o tema financiamento de campanhas veio à tona em monitoramentos na época das eleições de 2008. "As conversas monitoradas não falam especificamente de um ou outro partido, mas de vários deles, portanto sem indícios de favorecimento dirigido", diz a nota.

Deflagrada na semana passada, a operação desarticulou uma quadrilha especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro e também mencionou sete partidos políticos que podem ter recebido doações ilegais da construtora nas eleições de 2008.

O relatório da PF cita PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PMDB e PP, que negam caixa dois. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) é apontada na investigação como intermediária das doações da empresa a políticos. A entidade nega as suspeitas.

Ontem, o 'Jornal Nacional', da TV Globo, mostrou que o relatório da operação omitiu as doações da construtora Camargo Corrêa a outros três partidos políticos: PT, PTB e PV.


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