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Pré-candidata ao Senado, professora Maria Lúcia prioriza revogar PEC que trava investimentos em educação

Da Redação - Ronaldo Pacheco

08 Jun 2018 - 08:22

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Pré-candidata ao Senado, professora Maria Lúcia prioriza revogar PEC que trava investimentos em educação
O perfil combativo tende a continuar como marca da professora Maria Lúcia Cavali Neder, pré-candidata ao Senado da República pelo PCdoB, caso conquiste nas urnas, em outubro, uma das vagas de Mato Grosso. Ele classifica como “absurda e contrária aos interesses nacionais”, a Emenda Constitucional 95, que limita por 20 anos os gastos públicos, inclusive em saúde e educação.
 
E, se chegar ao Senado, ela vai agir com rapidez. “Não podemos aceitar que continue... a PEC 95 congela os gastos em educação e saúde por 20 anos, quando o Brasil ainda que quantitativamente não chegou naquilo que o Plano Nacional de Educação previa há 10 anos. Ainda temos que ampliar, principalmente na educação infantil”, afirmou a pré-candidata do PCdoB.

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Maria Lúcia Neder observou que o governo federal não deve se omitir e tem muito para investir no ensino. “A educação é o alicerce primeiro de qualquer processo de desenvolvimento de uma nação. A PEC 95 precisa ser revisada. Não pode continuar!”, protestou ela, em visita à Redação do Olhar Direto.
 
Embora sua filiação ao Partido Comunista do Brasil seja recente, Maria Lúcia Cavali Neder possui um histórico de participação política, principalmente na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Ela ingressou na instituição em 1973 e foi reitora de 2008 até 2016, tendo assumido com 77 cursos e entregue com 106.
 
“Em termos da minha carreira, eu tive oportunidade de ser reitora de 2008 até 2016. Fiquei muito feliz e saí muito realizada, porque nós nos propusemos e conseguimos cumprir os dois cadernos verdes [planos de governo da Reitoria], que me motiva para ser candidata ao Senado”, sintetizou a professora, que é doutora em educação, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), uma das mais conceituadas da América Latina.
 
Mesmo na batalha por uma cadeira no Senado, Maria Lúcia Neder reconhece que é cristã nova, na política. “Nunca entrei na política partidária. Mas toda a minha ação foi política, o tempo inteiro. Trabalhei na interiorização da UFMT, desde o primeiro curso, em   Cáceres. Em 1977, na divisão de Mato Grosso, eu tive a sorte de ser autora do projeto de interiorização da UFMT, cumprindo ordem do reitor Gabriel Novis Neves e do professor Benedito Pedro Dorileo”, sintetizou ela.
 
A pré-candidata comunista possui na ponta da língua alguns números sobre a educação brasileira e crê ter condições de contribuir para melhorar. “Houve avanço considerável. Hoje temos 57 milhões de estudantes no sistema de ensino brasileiro, tanto público quanto privado. São  quase 28 milhões na educação fundamental, oito milhões no ensino médio, oito milhões no ensino superior, 1,8 milhão em educação tecnológica e profissionalizante; 1,5 na educação infantil. Mas nós temos problemas sérios. Problemas quantitativos e qualitativos”, complementou professora Maria Lúcia.
 
Sua equipe de marketing confia que, no bojo da disputa de 2018, o eleitor de Mato Grosso deseja “o novo”, para votar. Contudo, existe forte confiança também de que seja o ‘segundo voto’ da maioria dos eleitores, na hora de escolher o senador da República, já que estão em disputa duas vagas.

12 comentários

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  • mari
    02 Out 2018 às 12:54

    Tem meu voto! Pela educação!!

  • Gianfrancesco Menegaz Meneghetti
    17 Set 2018 às 17:52

    Na gestão dessa senhora, só haviam recursos pros cursos da situação, onde tinham cursos fora área de humanas, sofriam pra ter o mínimo de professores, cheguei a focar sem disciplina no semestre por falta de professor no curso, sem contar que cursos da situação sempre tinham ônibus e motoristas pra irem pra praias do Brasil inteiro, e pros cursos de oposição nada. Uma piada pronta essa senhora sair ao senado.

  • Cidadão
    09 Jun 2018 às 12:14

    Na verdade o objetivo desta emenda constitucional é evitar que os esquerdistas corruptos transfiram todo dinheiro do Brasil pra fazer obras públicas milionárias em ditaduras comunistas a troco de nada. Esses vigaristas sempre usaram o discurso ideológico em "defesa" da saúde e educação, mas os reais interesses deles são outros totalmente contrários aos interesses do povo brasileiro.

  • carlos
    08 Jun 2018 às 20:17

    para quem queria tirar a ADUFMAT de dentro do campus de sinop, to fora

  • Ademir
    08 Jun 2018 às 18:44

    Nada conseguirão em terras de gente trabalhadora, chega de usurpadores de dinheiro público, aqui nunca se elegem este povo PT, PCdo B, PSOL, tranquilo pessoal, aqui é Mato Grosso, onde tem PIB e educação para saber o que é melhor para nós, aqui pensamos, não rastejamos pelos vermes!!!

  • Jair
    08 Jun 2018 às 13:47

    "Mas nós temos problemas sérios" - O maior problema que temos são os "pré-candidatos comunistas" quando conseguem enganar parte do eleitorado e se eleger...

  • João Capivari
    08 Jun 2018 às 13:17

    Chega de gastar com educação com as UF! Os professores e outros servidores só vivem em greve, os alunos não estudam, ainda fazem greve como está acontecendo ha meses na UFMT, jubilam por diversas vezes, não querem saber de nada. Melhor seria acabar com as UFs de todo o Brasil, e quem quisesse estudar que se preparasse como fora no passado.

  • Rogerio dos Santos
    08 Jun 2018 às 12:37

    1. Teve uma gestão cheia de problemas administrativos, como por exemplo: professor que teve que ser exonerado por fraudar pesquisa, problemas em licitações de combustíveis e manutenção veicular. 2. É do PCdoB, partido que a décadas aparelha dezenas de entidades e órgãos públicos (ANP, Ancine, Une, Ubes, ANPG, UEEs e DCEs), sempre agindo em desacordo com a transparência. RESUMINDO: TÔ FORA!

  • Keops
    08 Jun 2018 às 10:37

    O que esperar da esquerda a não ser IRRESPONSABILIDADE com o gasto público?! Fora esquerda!!!!!

  • Célio dos Santos
    08 Jun 2018 às 09:17

    Essa terá meu voto. Durante sua gestão como reitora da UFMT demonstrou ter compromisso com a Educação Pública. Único caminho para construir uma sociedade melhor.

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