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Quarta-feira, 19 de junho de 2024

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Membros de facção receberam ‘cobrança’ de chefes do CV por não conseguir executar agentes

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Delegado Diogo Santana, titular da GCCO

Delegado Diogo Santana, titular da GCCO

Os membros da facção criminosa responsável por arquitetar ataques contra agentes penitenciários em Mato Grosso foram duramente ‘cobrados’ – pelas cinco lideranças de alto escalão do grupo - por não conseguirem executar os servidores da categoria. A informação foi divulgada pelo delegado Diogo Santana Souza, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).  


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“Pela análise feita nos aparelhos celulares e no grupo que criaram para tramar este ataque, vimos que as lideranças da facção criminosa cobravam os executores por não terem conseguido matar os agentes penitenciários que foram alvos dos ataques. Queriam saber o porque da ordem não ter sido seguida”, explicou o delegado.
 
Neste grupo do WhatsApp, criado apenas para tramar os ataques, os criminosos trocavam informações, discutiam como procederiam, as armas que usariam, entre vários outros pontos. Além disto, também foram encontradas fotos dos agentes e de suas residências.
 
Também ficou evidenciado que os executores dos ataques não cometiam os crimes em troca de dinheiro: “Eles queriam galgar uma posição maior dentro da facção criminosa. Queriam ter um status maior. O ponto decisivo para resolvermos isto foi a apreensão dos celulares dentro dos presídios”, comentou o delegado.
 
“Sabemos que os celulares são realidade nos presídios. Portanto, usamos isso em benefício da polícia. Pegamos os aparelhos e fazemos a filtragem, analisamos as conversas. Pegamos os que são de interesse e passamos para a inteligência”, acrescentou o delegado.
 
O gatilho para os ataques foi a morte do traficante Jesuíno Cândido da Cruz Júnior, 28 anos, com um tiro na cabeça durante motim na PCE. A ação teria iniciado após revista dos agentes penitenciários, que acabaram apreendendo vários aparelhos celulares e também armas brancas artesanais.
 
Os agentes foram atacados com pedaços de concreto, barras de ferro e água quente. No entanto, o motim foi controlado rapidamente pela equipe de contenção da unidade. De acordo com a Sejudh, outros quatro presos ficaram feridos.
 
Em decorrência da morte de Jesuíno, membros de uma facção criminosa espalharam áudios ameaçando os agentes penitenciários. Um deles disse que deveriam fuzilar a viatura do Serviço de Operações Especiais (SOE), onde eles poderiam estar.
 
Operação
 
A Polícia Judiciária Civil e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) deflagraram, na manhã desta terça-feira (03), a 'Operação Segregare", para cumprimento de mandados de prisão contra nove suspeitos, mandantes e executores, envolvidos em ataques praticados contra três casas de agentes penitenciários e à sede do sindicato da categoria.
 
No total, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e quatro de busca e apreensão, no trabalho  coordenado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). As ordens de prisão foram cumpridas em Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Água Boa e Tangará da Serra.
 
As investigações iniciaram em março deste ano, após tiros efetuados na noite do dia 22 de março na casa de um agente penitenciário, no bairro Nova Conquista, em Cuiabá. No dia seguinte, às 6h de 23 março, disparos foram feitos contra a sede do Sindicato dos Agentes Penitenciários. Novos disparos em duas casas de agentes ocorreram na madrugada do dia 24 de março, sendo um por volta de 01h30, na região de chácara do bairro Sucuri, Capital, e às 02h30 em uma residência no bairro Vila Arthur, em Várzea Grande.
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