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Quinta-feira, 30 de maio de 2024

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Após queda de aeronave

Vídeo mostra momento que pilotos desaparecidos por cinco dias são encontrados: "Deus é bom demais"

Foto: Reprodução

 Vídeo  mostra momento que pilotos desaparecidos por cinco dias são encontrados:
Vídeo divulgado no Fantástico, da TV Globo, no último domingo (16), mostra o exato momento em que as equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) conseguiram chegar aos pilotos John Cleiton Venera e Marcelo Balestrin, que ficaram cinco dias desaparecidos após a queda da aeronave em que estavam. Em êxtase, um deles agradaceu: "Deus é bom demais".


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As imagens (VEJA AQUI) mostram o local em que a aeronave estava. Após cair, ela ainda andou 140 metros até parar. Com as pernas quebradas, os dois não conseguiram se locomover. Como já adiantado pelo Olhar Direto, eles beberam água que haviam levado para a viagem, da chuva e também a própria urina para sobreviver. John Cleiton chegou a improvar uma tala com partes da aeronave.


O vídeo mostra a chegada dos militares da FAB ao local em que os pilotos estavam. "Ô companheiro! Boa Tarde aí, cara. Somos da Força Aérea. Viemos pra ajudar vocês. Fica calmo aí, beleza?". Em êxtase, um dos tripulantes agradece: "Deus é bom demais".

No hospital, os dois contaram que recordam de pouca coisa da queda. "Eu só lembro de tentar reerguer o avião e acordar do lado de fora", disse John Cleiton. Marcelo relata: "tentei assumir, puxar o avião, mas não consegui". Os dois ainda tentaram enviar mensagens e fazer ligações de emergência, mas sem sucesso. 

A reportagem do Fantástico esteve no local junto com o dono do avião - que estava sendo levado para renovar a licença - e uma equipe da seguradora, para avaliar o estado da aeronave. "Vendo a situação que está, não tem como falar que os dois saíram vivos", disse o proprietário Osmar Favalessa. 



Questionados pela reportagem, os dois garantiram que desejam voltar a voar quando receberem alta médica: "Piloto tem que estar voando. Eu nasci para voar", finalizou John Cleiton.

Ao todo, foram aproximadamente 30 militares do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) envolvidos nos quatro dias de buscas. Mecânicos do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) também compuseram a tripulação. A FAB também teve apoio desde sexta-feira do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

“Já era o quarto dia de buscas e decolamos por volta das 17h para fazer um padrão onde ainda não havíamos passado com o helicóptero. Cerca de uma hora depois da decolagem ouvimos o sinal do ELT [Emergency Locator Transmitter] e continuamos circulando na região. Logo depois, nossa tripulação avistou a aeronave e já dava pra ver o pessoal acenando pra gente, mostrando que estavam vivos”, conta o Tenente Aviador Fábio Rachildes Pinto.
 
O resgate dos pilotos foi feito já perto do cair da noite: “Pousamos em uma área próxima, os resgateiros desembarcaram e já fizeram a ação inicial, imobilizaram os dois nas macas e levaram para o helicóptero. Mais ou menos às 19h estávamos prontos para decolar. No pouso em Cuiabá a ambulância já estava esperando para levá-los ao hospital”, completou o militar.
 
A operação de busca e salvamento teve início no sábado (1) e foi coordenada pelo Salvaero Manaus, contando também com a participação da aeronave SC-105 Amazonas, que realizou mais de 40 horas de voo durante as buscas.

Os dois pilotos passaram por cirurgias, por conta das fraturas que sofreram com a queda da aeronave. Imagens disponibilizadas pela FAB mostram o avião preso na copa da árvore contra a qual bateu.
 
Edson Ribeiro, que é amigo de Marcelo há 12 anos, contou ao Olhar Direto que os pilotos disseram que “o mau tempo ocasionou o acidente. Estava muito ruim e a aeronave não é de navegação por instrumento, é de voo visual. Chegando aqui, estava muito fechado o tempo, eles não conseguiram ultrapassar e colidiram contra a copa de uma árvore”.
 
A aeronave teria decolado de Pimenta Bueno (RO) e teria como destino Santo Antônio do Leverger, na sexta-feira (30).
 
Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião é um modelo 182P, Cessna Aircraft, fabricado em 1972, pertencente a Wilson Cheris Vera e que está com o certificado de aeronavegabilidade cancelado, em situação irregular.
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