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Suplente, Gisela Simona vê semelhança de Neri Geller com caso Selma e crê em cassação

04 Mai 2019 - 16:30

Da Reportagem Local - Isabela Mercuri/ Da Redação - Lucas Bólico

Foto: Isabela Mercuri / Olhar Direto

Suplente, Gisela Simona vê semelhança de Neri Geller com caso Selma e crê em cassação
A suplente de deputada federal Gisela Simona (Pros) enxerga na possível cassação do deputado federal Neri Geller (PP) uma possibilidade de assumir o mandato em breve. Para Simona, que é superintendente do Procon em Mato Grosso, o caso do colega de chapa é semelhante ao da senadora Selma Arruda (PSL), cassada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas que recorre da decisão sem se afastar do cargo.

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De acordo com Simona, não há nenhum acordo que vise rodízio para que ela venha a assumir ainda que por pouco tempo uma cadeira na Câmara Federal. “A principio a gente tem só a ação judicial mesmo que está em trâmite, que o próprio Ministério Público Federal ingressou, que é o pedido de cassação do Neri Geller em razão do abuso de poder econômico. Então caso isso se concretize, a gente acredita que não é impossível, porque aconteceu com a senadora Selma, em um caso muito semelhante do ponto de vista do motivo da acusação. Então a gente acredita que a justiça pode ser feita ainda”, afirmou Gilesa ao Olhar Direto, durante encontro partidário realizado pelo Pros em um hotel em Cuiabá, na tarde deste sábado (4).
 
O Ministério Público Eleitoral em Mato Grosso propôs Ação de Investigação Judicial por abuso de poder econômico contra Neri Geller (PP) e requereu quebra de sigilo fiscal e bancário. Geller teve as contas de campanha desaprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral em Mato Grosso (TRE-MT). Parecer técnico conclusivo da Justiça Eleitoral apontou irregularidades relativas às eleições de 2018 e um alto volume de doações a outros candidatos, excedendo o limite de gastos em R$ 854 mil.
 
O parecer técnico aponta que Geller declarou como despesas de campanha o valor de R$ 2,4 milhões, o que por si só não excederia o limite de gastos de campanha para deputado federal, fixado em R$ 2 milhões, de acordo com o artigo 6º, inciso I, da Resolução nº 23.553/2017. Dentre esses gastos declarados, R$ 385 mil foram doações realizadas para seis candidatos, utilizando-se a conta bancária da campanha, dentro da sistemática prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TST).
 
Gisela Simona conseguiu 50.682 votos e foi a candidata mais votada em Cuiabá, com 33.762 votos. A suplente afirma que sai das urnas com muita responsabilidade e com a missão de ajudar o Pros a crescer, tendo em vista as eleições municipais de 2020.
 
“Foi uma votação na verdade que nos dá muita responsabilidade porque a gente sabe que foi um voto de confiança do cidadão, principalmente dos cuiabanos que foram mais de 33 mil votos, então a gente fica com essa responsabilidade do que esse voto significa e do que as pessoas esperam de nós. Nesse momento principalmente dessa convenção, esse momento com o PROS é poder trazer um pouco isso, trazer essa responsabilidade para um grupo maior, para que a gente possa ampliar o PROS e fazer um projeto para Cuiabá e para Mato Grosso”, declarou.

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