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Terça-feira, 24 de setembro de 2019

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Jayme defende que Coaf seja ligado à Economia ou que tenha status de Ministério

Da Redação - Isabela Mercuri

13 Mai 2019 - 09:33

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Jayme defende que Coaf seja ligado à Economia ou que tenha status de Ministério
Contrariando a ideia de que retirar o Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) do Ministério da Justiça enfraqueceria investigações, o senador por Mato Grosso Jayme Campos (DEM) reafirmou sua convicção de que o órgão deveria ficar na Economia, por seu caráter mais técnico e necessidade de ações efetivas que visem impedir movimentações atípicas ou com caráter de promover ilegalidade.

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O senador votou para que o Coaf seja um órgão do Ministério da Economia, mas defende até mesmo uma maior autonomia e status de ministério para que o órgão tenha o devido poder de fiscalização. “A grande maioria dos países da Europa, que também têm instituições semelhantes ao Coaf, este se situa em ministérios equivalentes ao Ministério da Economia, ou ao então Ministério da Fazenda”, afirma.

Para Jayme, o Coaf tem por missão produzir inteligência financeira e promover a proteção dos setores econômicos contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. O órgão recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e comunica às autoridades competentes para instauração de procedimentos. Além disso, coordena a troca de informações para viabilizar ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores.

Citando a entrevista da doutora Ana Carolina Carlos de Oliveira, integrante de um grupo de pesquisadores internacionais no Instituto Max Planck, da Alemanha, que compara sistemas de prevenção de lavagem de dinheiro e fluxos de informação entre unidades de inteligência financeira na Europa, Jayme afirma que o Coaf tem característica mais administrativa do que policial.

“Alemanha, Suíça, França e Espanha, para citar alguns exemplos, têm unidades administrativas. Isso porque essa posição institucional garante aos pares internacionais que a informação compartilhada será tratada com mais sigilo pela unidade de destino, não será diretamente transferida à polícia sem a prévia análise de inteligência financeira, preservando também do risco de vazamento de informações e a confidencialidade dos dados de pessoas que sequer são investigadas criminalmente. O Brasil está totalmente na contramão do que está acontecendo na Europa”, frisa, lendo parte da entrevista.

Para o senador, é preciso desmistificar a convicção de que o Coaf deve estar no Ministério da Justiça. “Será que se for vinculado a outro Ministério não haverá resultados? Se é uma política de governo, então o Coaf tem que funcionar em toda a estrutura pública e não apenas no ministério A ou B. Acredito que estão pessoalizando uma questão que deveria ser técnica e administrativa, pois a história e o exemplos são de que estruturas idênticas ao Coaf na Alemanha, deixaram de estar vinculados a questão policial e passaram a para a administrativa e econômica”, lembra. Para ele, o próprio governo Bolsonaro deveria fazer uma consultoria como a Dra. Ana Carolina Carlos de Oliveira.

“Ouvi críticas de que retirar o Coaf do Ministério da Justiça seria para enfraquecer investigações ou possíveis investigados, sejam eles da Lava Jato ou de qualquer outra operação, pois bem, vou mais longe e vou apresentar um projeto de lei reforçando o Coaf, ampliando sua atuação e sua estrutura para que o mesmo possa abarcar todo e qualquer indício de investigação ou movimentação econômica atípica, pois o meu interesse é que essa estrutura funcione de forma clara, transparente e sem vinculações pessoais com quem quer que seja”, finaliza.

21 comentários

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  • Aderson Padilha de Amorim
    13 Mai 2019 às 16:37

    Deixar o galinheiro a disposição da raposa. Tem medo de que e de quem? Transformar em Ministério é uma piada de mau gosto. Precisam sim mostrar serviços tanto o Senado como a Camara.

  • Juju
    13 Mai 2019 às 16:27

    Medo da justiça. Esse senador nunca teve meu voto e nem terá.

  • Sandra Regina
    13 Mai 2019 às 15:47

    Jura que não é suspeito a prisão de Lula e depois nomeação do Moro?

  • Antonio
    13 Mai 2019 às 13:47

    Os políticos tem muito medo do Moro. Mas fazer o que, nós que elegemos essa peça por 8 anos. Não adianta reclamar. Vota errado, aguenta 8 anos.

  • Celso Amorim
    13 Mai 2019 às 11:30

    Parabéns Jaime. Depois da promessa de Bolsonaro de nomear Moro ao STF, percebemos que impeachement de Dilma e prisão de Lula sem provas concretas, foi realmente golpe.

  • Wanderson
    13 Mai 2019 às 11:12

    Não é só a gente votar tem que acompanhar os políticos que a gente votou,e isso eu faço.

  • Wanderson
    13 Mai 2019 às 11:11

    Esse senador tudo que ele vota e contra a população me arrependendo de ter votado nele,só vota contra a vontade do povo.

  • JACIRA
    13 Mai 2019 às 10:48

    Arrependimento de ter votado em Jaime Campos, nunca mais. Vou me lembrar desse seu voto.

  • Luciano
    13 Mai 2019 às 10:47

    Retrocesso na política um cidadão com a trajetória dele ser eleito, culpa da falta de cultura e falta de memória da população do estado, político nunca vai votar em algo que o possa atrapalhar futuramente.

  • Degas
    13 Mai 2019 às 10:34

    Na Europa a corrupção é mínima.Que tal implantar aqui tb??

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