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Sábado, 19 de setembro de 2020

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Mauro fixa “data limite” para que empresas mostrem viabilidade e não descarta novas extinções

Da Redação - Érika Oliveira

17 Nov 2019 - 16:48

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Mauro fixa “data limite” para que empresas mostrem viabilidade e não descarta novas extinções
A um mês e meio de encerrar seu primeiro ano de gestão à frente do Palácio Paiaguás, o governador Mauro Mendes (DEM) segue passando um verdadeiro pente fino nas empresas públicas e sociedades de economia mista do Estado. Desde o início do ano, com autorização da Assembleia Legislativa, o democrata vem testando a viabilidade dessas empresas e não descarta que, em 2020, outros órgãos possam ser extintos. Segundo Mendes, a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e a Empresa Mato-grossense Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) tem até janeiro para se mostarem viáveis, antes que ele decida pelo corte ou não.

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“A MTI foi submetida a um processo de grande redução de cargos, através do processo de demissão voluntária. Nós faremos o mesmo processo na Empaer para que nós possamos ter uma empresa mais eficiente, que custe menos e que produza mais. E eu tenho sido muito claro com todas essas empresas. Nós já temos uma autorização Legislativa para fazer essa extinção e na própria autorização Legislativa nos foi solicitado que fosse dada uma oportunidade, que construíssemos a viabilidade dessas empresas. Então, estamos dando essa oportunidade num tempo até maior do que gostaríamos. Nós vamos agora, no inicio de 2020, fazer uma analise criteriosa e prosseguir nesse plano de extinção, se comprovada a não viabilidade de outras empresas”, declarou o governador.

Fazem parte do pacote de empresas e sociedades de economia mista que podem ser extintas a Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S.A (MT Fomento), atual Desenvolve MT; a Central de Abastecimento do Estado de Mato Grosso (Ceasa-MT); a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat); a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer); e a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

No início do ano, ao assumir o Paiaguás, Mendes já havia definido a extinção de nove secretarias e de uma empresa pública. A Agência de Desenvolvimento Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (Agem-VRC), órgão da administração pública indireta foi a primeira extinta por Mauro Mendes.

“Na prática nós já fizemos a extinção do Ceasa e da Agem, esses já foram praticamente extintas, mas a extinção de uma empresa publica segue uma burocracia tremenda. Para se ter uma idéia, a Sanemat foi extinta há mais de 20 anos e até hoje temos lá uma diretoria, temos passivos, multas previdenciárias que nós temos que gerenciar... Uma extinção é muito mais complexa do que se pode imaginar”, atualizou o governador.

Olhar Direto vem buscando informações desde o mês de setembro –data em que o Governo deveria anunciar os primeiros resultados dessas auditorias - junto a Secretaria de Gestão e Planejamento, sob o comando de Basílio Bezerra, que é a responsável pelo acompanhamento do desempenho dessas empresas. Até o fechamento desta reportagem, no entanto, o secretário não havia respondido nenhuma de nossas demandas.
 

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