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Ativista avalia que falas de Bolsonaro fomentam assassinatos contra comunidade LGBTQI+

Da Redação - Vinicius Mendes / Da Reportagem Local - José Lucas Salvani

16 Nov 2019 - 16:00

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Ativista avalia que falas de Bolsonaro fomentam assassinatos contra comunidade LGBTQI+
O vice-presidente do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual de Cuiabá, o ativista Clóvis Arantes, afirmou que o número de pessoas LGBTQI+ assassinadas este ano aumentou. A causa, ele avaliou, é a postura do presidente Jair Bolsonaro (PSL), com relação ao tema, que para Clóvis é uma “autorização” aos crimes.
 
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Acontece neste sábado (16) em Cuiabá 17ª Edição da Parada da Diversidade Sexual. O tema escolhido para esse ano foi: “Somos muitos, podemos estar em qualquer profissão! Demita o seu preconceito”. Além da importância deste tema, Clóvis, que é um dos organizadores, afirma que a Parada é um ato pela preservação das vidas LGBTQI+.  
 
“É um ato show político, porque os nossos corpos são corpos políticos, e estar na rua neste dia 16 é dizer que nós existimos", disse ao Olhar Direto.
 
O ativista também falou sobre como a realidade de muitas pessoas LGBTI+ piorou neste ano, em decorrência do novo governo. Ele afirma que a postura de Bolsonaro com relação às pessoas LGBTI+ deu legitimidade aos homofóbicos, provocando um aumento no número de assassinatos.
 
"A parada continua sendo um espaço de resistência. O número de pessoas LGBTQI+ assassinadas cresceu e tudo isso em consequência das falas e da autorização do Governo Bolsonaro, então nós precisamos marcar estes espaços como espaços de resistência, espaço de denúncia. A parada continua sendo este espaço para que a gente celebre a vida e para que a gente faça a resistência para as nossas existências, principalmente para a população de travestis, transexuais, que mais sofrem a violência na sociedade".
 
Crimes de homofobia
 
Entre janeiro e outubro de 2019 foram identificados 82 crimes de homofobia em Mato Grosso. Os dados são do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
 
O levantamento aponta ainda que ao longo de todo ano passado, entre janeiro e dezembro, os casos envolvendo o público LGBTQI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, e outros) totalizaram 115 no Estado.

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