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Servidores e veterinários receberam mais de R$ 6 milhões em propinas em esquema da JBS

Da Redação - Wesley Santiago

10 Dez 2019 - 06:50

Foto: Reprodução

Servidores e veterinários receberam mais de R$ 6 milhões em propinas em esquema da JBS
Os investigados na segunda fase da 'Operação Porteira Aberta', deflagrada nesta terça-feira (10), pela Polícia Federal, para combater um esquema envolvendo servidores públicos de fiscalização sanitária federal pela JBS Friboi, aponta que os investigados teriam recebido mais de R$ 6 milhões em pagamento de propina. Indivualmente, os alvos chegavam a receber até R$ 25 mil cada.

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Conforme as informações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF/MT), os mandados 15 mandados de busca e apreensão são cumpridos nas seguintes cidades: Anápolis/GO, Campo Grande/MS, Cassilândia/MS, Barra do Garças/MT, Confresa/MT, Cuiabá/MT, Diamantino/MT, Pedra Preta/MT, Vila Rica/MT, São José dos Quatro Marcos/MT, Água Boa/MT, Matupá/MT e Ponta Porã/MS.

A segunda fase é resultado da análise dos dados bancários dos investigados, dos documentos contábeis apreendidos durante a deflagração da primeira fase (15/06/2018), os quais apontaram o pagamento de R$ 1.860.700,00 em propina apenas na unidade de Barra do Garças/MT, além da celebração de 11 acordos de colaboração premiadas entre o Ministério Público Federal e Polícia Federal com os prepostos da empresa responsáveis pela operacionalização dos pagamentos.

Os colaboradores afirmaram que houve o pagamento de, no mínimo, R$ 6.092.200 em propinas aos agentes públicos envolvidos. Elas variavam de R$ 5 mil a R$ 25 mil mensais, que perduraram até o início de 2017, cessando com a deflagração da Operação Carne Fraca.

São alvos da operação os Fiscais Federais Agropecuários e os médicos veterinários conveniados ao SIF que atuavam na fiscalização das plantas industriais da empresa localizadas nos referidos municípios. Os investigados irão responder por corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa, podendo pegar até 20 anos de prisão.

A operação foi denominada 'Porteira Aberta', tendo em vista a ausência de controle dos animais e falta de inspeção dos fiscais sanitários, que permitia que o gado fosse abatido indiscriminadamente, sem qualquer empecilho.

Por meio de nota, a empresa se manifestou. Confira a íntegra:

"A J&F esclarece que a JBS não é alvo da ação, ao contrário. A J&F contribui para o avanço das investigações. A operação deflagrada hoje pela Polícia Federal tem como base informações prestadas pelos colaboradores do grupo às autoridades".

Atualizada às 15h07

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