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Professor oposicionista rebate deputado do PT: 'problema da UFMT é a gestão e não Bolsonaro'

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

22 Fev 2020 - 11:50

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Professor oposicionista rebate deputado do PT: 'problema da UFMT é a gestão e não Bolsonaro'
Membro do grupo Docentes pela Liberdade, que faz oposição à gestão da reitora Myrian Serra, que nesta sexta-feira (21) anunciou sua renúncia, o professor Alexandre Paulo Machado, do curso de medicina da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) rebateu as declarações do deputado estadual Valdir Barranco (PT) de que a reitora estava sendo perseguida pelo presidente Jair Bolsonaro. Para o professor, a culpa dos problemas vividos na UFMT é da atual gestão e não do Governo Federal.

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Cotado para ser um dos candidatos ao cargo de reitor na eleição que deve acontecer no segundo semestre, Machado, que possui doutorado em microbiologia, declarou que Barranco está mentindo para a população e que casos como o do apagão na instituição ocorrido no ano passado, desmascaram a acusação de que tudo que acontece nas universidades federais é culpa do presidente.

“O deputado emitiu uma nota mentirosa. Tudo que acontece eles colocam a culpa no presidente, mas isso nós desmascaramos no ano passado, quando o ministro encaminhou recurso para a UFMT pagar energia e as contas não foram pagas. O deputado está errado nesta avaliação dele. Tem nota da CGU mostrando que o problema é gestão e não o Bolsonaro, que inclusive encaminhou todo o recurso do ano passado para a instituição e não ficou devendo nada. Pagou até retroativo que estava atrasado dos servidores”, disse o professor ao Olhar Direto, explicando que a universidade precisa ter um alinhamento com o Governo Federal para funcionar.  

“A reitoria precisa estar alinhada ao Governo. Uma reitoria que não está alinhada ao Governo tende a fracassar. Desde o ano passado a reitora está enfraquecendo. Eles acabaram inviabilizando o processo eleitoral, então acabou tendo uma pressão do conselho, que acabou não viabilizando o processo eleitoral. Isso trouxe um desgaste muito grande para reitora, que já estava com um nível muito grande de rejeição”, disse.

O professor que chegou a solicitar que o ministro da Educação Abraham Weintraub fizesse uma auditoria nas contas da UFMT, também revelou que já tinha recomendado que a reitora pedisse a renúncia por conta da dificuldade que ela estava enfrentando para administrar a instituição.

“Nosso grupo já tinha aconselhado a reitora desde o ano passado a renunciar, pois já existem alguns processos no MEC contra ela. Recomendamos a renúncia dela pela dificuldade que ela enfrentava em governar”, afirmou.

A reitora anunciou que irá renunciar do cargo no 2 de março, após o feriado de carnaval. Com a decisão, o vice-reitor Evandro Aparecido Soares da Silva deve assumir a função.

No anúncio feito por meio de um ofício enviado ao presidente da Associação Nacional do Dirigentes das Intuições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), João Carlos Salles Pires da Silva, Myrian informa que deixará o cargo por 'motivos pessoais'.

Myrian esteve na gestão durante uma das maiores crises financeiras da Universidade. A energia elétrica chegou a ser cortada por falta de pagamento em julho do ano passado, nos cinco campi que compõem a Universidade (Cuiabá, Várzea Grande, Araguaia, Rondonópolis e Sinop), além da Base de Pesquisa do Pantanal e Casa do Estudante.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, após tomar conhecimento do desligamento de energia elétrica, anunciou que iria tomar as medidas cabíveis tanto administrativas como judiciais para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na unidade.

No mês de julho do ano passado o deputado federal José Medeiros (Pode) enviou um ofício ao Ministério da Educação (MEC) pedindo uma auditoria na UFMT e o afastamento imediato de Myriam até que as investigações estejam concluídas.

29 comentários

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  • Sampaio
    24 Fev 2020 às 10:35

    Engraçado né dizem que quem apoia o Presidente Bolsonaro tem desvio de caráter e quem segue um cachaceiro ladrão e currupito o que seria ??? A UFMT , A partir do momento que foi assumida por petistas só se afundou , terceirizaram tudo , Lógico menos o setor Administrativo e o sindicato que são 100 por cento PTs , Quem já prestou serviço na UFMT sabe disso...

  • Maria Elza Amaral
    24 Fev 2020 às 10:24

    Todos querem não ferrar com o presidente ele é um ótimo presidente

  • castro indignado
    24 Fev 2020 às 09:44

    Nossa, quanta baboseira escrevem. Minha impressão é que ninguém tem clareza do que é uma universidade pública. Nem mesmo esse tal prof. Machado, que experiência ele tem, que cargo já ocupou? Só ter título em microbiologia é muito pouco. Mas uma coisa está claro, é Bolsomínion ferrado. Tenho dó da Instituição, cuja contribuição à formação humana no estado de Mato Grosso é e sempre foi inquestionável.

  • professora da rede estadual
    23 Fev 2020 às 17:26

    O Curibatá mitou no comentário...

  • Bugre
    23 Fev 2020 às 15:38

    Petebas querem desviar dinheiro público como o lulo fez. Querem o pixuleco das empreiteiras pra fazer cx 2.

  • Zé do Buteco
    23 Fev 2020 às 15:00

    Caminhando pelos corredores de nossa maravilhosa UFMT, vejo um grande número de aparelhos de condicionadores de ar, lampadas ligados em salas vazias. Na minha casa se isso acontecer eu não terei dinheiro pra pagar a conta de energia.

  • Sampaio
    23 Fev 2020 às 13:19

    Nessa gestão falida que se afundou no seco , a unica coisa que era atuante nas greves e o total abandono do campos da UFMT , Parabéns Prof. Machado

  • Maria
    23 Fev 2020 às 11:27

    Como alguém já disse quem apoia BolsoNero tem desvio de caráter! Este senhor q pretende ser Reitor é um bolsoloide q precisa ser combatido!

  • Carlos Silva
    23 Fev 2020 às 10:45

    Independente se a reitora era alinhada ou não ao governo, oposição ou situação, não importa. A gestão dela foi marcada pelo caos administrativo. Importante ressaltar à população, que em breve a UFMT passará por uma nova escolha para reitor. Espero que muitos servidores tenham bom senso e sobretudo MEMÓRIA, e se lembrem de quem andou participando desta gestão, não somente o vice, mas os pró-reitores e gerentes que participaram coniventes com esse caos administrativo. A UFMT representa o estado de Mato Grosso, é uma instituição muito maior que alguns que dela querem se aproveitar. O momento de renovação é agora com uma nova gestão e resgate do prestígio da universidade, trazendo de volta o orgulho e o respeito a sociedade matogrossense.

  • Ailton
    23 Fev 2020 às 00:29

    Tinha que ser do PT, essa raça corrosiva que se opõe à tudo, menos a roubalheira praticada por eles.

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