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Terça-feira, 22 de setembro de 2020

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Governador troca comando do Indea; Sindicato cita retaliação

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

31 Mar 2020 - 15:03

Foto: Assessoria

Governador troca comando do Indea; Sindicato cita retaliação
O Presidente do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT) Tadeu Mocelin foi exonerado do cargo nesta terça-feira (31). Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal de Mato Grosso (Sintap/MT), que representa os servidores do Indea e Intermat, Rosimeire Ritter, a medida foi tomada por retaliação.

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Segundo ela, a direção do órgão foi contra o projeto do governo, aprovado recentemente na Assembleia Legislativa, que retira boa parte dos recursos das agências fomentadoras da defesa sanitária animal para serem direcionadas ao Instituto Mato-grossense da Carne – IMAC.

Conforme o projeto em questão, as receitas decorrentes da Taxa paga pela indústria Frigorífica por animal abatido será totalmente destinada ao IMAC, algo em torno de R$ 6,5 milhões e este fica responsável para repassar ao INDEA/MT, apenas 1,12% do valor recolhido.

Anteriormente esta taxa se destinava ao FESA em sua totalidade e este ficava responsável em repassar valores em conformidade aos projetos encaminhados pelo INDEA/MT.

Ainda conforme a presidente do Sintap/MT, o INDEA irá receber menos que o valor repassado ao IMAC, sendo que os servidores do INDEA que hoje são em torno de mil colaboradores e se encontram nos 141 municípios de Mato Grosso. Já o IMAC possui menos de 5 colaboradores lotados na capital.

"Além de ser uma destinação indevida onde se retira recursos financeiros de uma atividade preventiva para se destinar a propaganda de um produto que poderá se tornar dúbio em virtude da própria fragilidade da defesa agropecuária", afirmou Rosimeire, alegando ainda que "com a ausência de recursos e um orçamento insuficiente, vislumbramos um cenário caótico para a defesa agropecuária, com fechamento de barreiras sanitárias na fronteira Brasil-Bolívia, suspensão da retirada da vacinação contra a febre aftosa prevista para 2022 e com isso o comprometimento do mercado externo da carne mato-grossense, pois se não tivermos uma defesa forte quem irá garantir a qualidade da carne que produzimos?", argumenta a presidente.

Para Rosimeire, a atitude da exoneração do presidente é arbitrária. "Essa é mais uma forma do nosso governador mostrar o seu desgoverno e o quanto ele não gosta dos servidores públicos. Os diretores estavam apenas defendendo as ações da pasta, que deixarão de ser executadas pela falta de recursos, pois além de todos os problemas econômicos que esta alteração irá trazer, as condições de trabalho dos servidores do INDEA também estarão comprometidas, uma vez que reformas necessárias em unidades de atendimento, postos fiscais, alojamentos, manutenção de veículos deixarão de existir pela simples falta de recursos, colocando servidores para o trabalho em condições de risco".

Nesta terça-feira (31) o governador Mauro Mendes nomeou Luiz Fernando da Silva Flamínio, ex-chefe de gabinete do deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM) para presidir a autarquia. Até o momento, o Governo do Estado, e o próprio Indea não se manifestaram sobre o assunto.

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