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Quarta-feira, 27 de maio de 2020

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Ex-presidente do Indea confirma desentendimento com secretário e nega que pediu para sair

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

01 Abr 2020 - 14:33

Foto: Assessoria

Tadeu Mocelin ao lado de César Miranda

Tadeu Mocelin ao lado de César Miranda

Exonerado e substituído pelo chefe de gabinete do deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM), Luiz Fernando da Silva Flamínio, nesta terça-feira (31), o ex-presidente do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária) Tadeu Mocelin declarou que não pediu exoneração, como foi divulgado no Diário Oficial, e confirmou que sua saída aconteceu por desentendimento com o secretário de Desenvolvimento Econômico Cesar Alberto Miranda.

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De acordo com o ex-presidente da autarquia, sua saída aconteceu após ele se manifestar contra a lei que criou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), aprovada neste ano, que segundo ele, retirou cerca de R$ 10 milhões do Indea.

"Eu tive um desentendimento com o secretário, que tem uma visão diferente. Foi criada a Lei da criação do IMAC, que eu dei parecer contrário na época, pedi para fazer algumas alterações, pois do jeito que estava ia atrapalhar o Indea. Quando ela foi aprovada na Assembleia falar para o governador que o Indea ia perder algo em torno de R$ 10 milhões de recursos. Nós fazemos todas as atividades que certificam que a carne possa ser importada. E com a perca deste recurso, vi que não tínhamos a condição de fazer as atividades essenciais”, disse Mocelin, em entrevista ao Olhar Direto.

“Fui falar com o governador, ele autorizou fazermos uma alteração nesta lei nova, mas infelizmente não deu tempo, pois neste meio tempo tive que ir a Manaus, mas quando eu voltei já tinha uma articulação política para tirar meu nome, porque fui contra o interesse do secretário que disse que o IMAC era a opção dele. Não acho correto uma secretaria que tem vários órgãos agregados, ter um xodó no meio deles”, explicou.

Servidor do Indea por 22 anos, o ex-secretário também disse que não pediu para sair, como foi divulgado pelo Governo e que pretendia dar continuidade ao seu trabalho, que estava sendo reconhecido pelos produtores e pelo próprio governador.

“Não pedi para sair. Me ligaram, perguntaram se eu quisesse que eles publicariam que a exoneração foi a meu pedido, mas não é verdade, porque eu não pedi exoneração, pois não fiz nada errado. Foi um desentendimento com o secretário. Ele tinha uma visão, eu tenho outra, não bateu a forma de trabalho e infelizmente não deu para seguir. Mas fizemos um bom trabalho que foi reconhecido pelo próprio governador. Quando eu assumi no ano passado pegamos uma dívida de mais de R$ 4 milhões, conseguimos praticamente zerá-la. Conseguimos unir também os servidores, que estavam bastante desunidos”, finalizou.

Mocelin foi exonerado na terça-feira e já foi substituído por Luiz Fernando da Silva Flamínio. Mais cedo, o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal de Mato Grosso (Sintap/MT), que representa os servidores do Indea e Intermat, emitiu uma repudiando o ato de exoneração e declarando que a medida foi tomada por retaliação.

8 comentários

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  • servidora
    02 Abr 2020 às 15:49

    como disse aos meus colegas, eu não tenho boi, quando os países fecharem as portas para nossa carne por falta de certificação deixem que chorem, pq aí o povo matogrossese vai poder comer picanha a preço de banana. Tentamos fazer o melhor para o Estado, como não estão deixando, quem vai provar do próprio veneno serão eles mesmo.

  • PEDRO
    02 Abr 2020 às 08:58

    UM RETROCESSO NO INDEA

  • Dr Pasquale
    01 Abr 2020 às 23:22

    Vai escrever mal uma matéria assim lá em Marte... Volta para a faculdade e observe concordância. Arfff

  • T
    01 Abr 2020 às 22:35

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Waldemir
    01 Abr 2020 às 21:55

    Trocou uma pessoa competente por um zero a esquerda!!!

  • Albino Pfeifer Neto
    01 Abr 2020 às 21:27

    Sou do Indea e nao concordo em sermos vinculados a SEDEC. Nosso órgão e a base para qualquer trabalho de comercialização da carne. Portanto Sr. Secretario pense bem no que vai fazer com o INDEA, pois poderá nao ter a certificação exigida para vender a carne

  • Nilza
    01 Abr 2020 às 18:57

    POR ISSO QUE MEU PAI SEMPRE FALAVA QUE COM OS POLÍTICOS NEM O DIABO PODE.

  • ORLANDO CESAR JULIO
    01 Abr 2020 às 16:36

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