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após demissão

“Moro e Bolsonaro são duas faces de uma mesma moeda”, diz PT de Mato Grosso

Da Redação - Isabela Mercuri

25 Abr 2020 - 09:33

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

“Moro e Bolsonaro são duas faces de uma mesma moeda”, diz PT de Mato Grosso
O Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso emitiu uma nota na noite da última sexta-feira (24) externando sua opinião acerca do pedido de demissão do agora ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, e de toda a cobertura dada pela mídia, inclusive pelo Jornal Nacional, que apresentou conversas de WhatsApp como provas das acusações feitas ao presidente da República Jair Bolsonaro. Para o PT, Moro e Bolsonaro são “duas faces de uma mesma moeda” e “fazem parte da quadrilha que tomou à Presidência da República de assalto com o Golpe de 2016, que derrubou a presidenta Dilma Rousseff”.

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A demissão de Moro foi anunciada por ele mesmo na última sexta-feira (24), em um pronunciamento em que fez uma série de acusações ao presidente, incluindo a de que ele queria interferir nas investigações da Polícia Federal. No mesmo dia, o presidente também se pronunciou, negando grande parte do que seu ex-ministro havia falado. À noite, o Jornal Nacional apresentou algumas conversas de WhatsApp como provas das acusações.
 
Para o PT,  este foi um “circo montado na mídia”. “Porém apresenta conversas por mídia social (WhatsApp), mesmo instrumento utilizado pelo The Intercept para provar a parcialidade de Moro como juiz da Lava Jato, e que foi cinicamente desqualificado, por ele até aqui”, completa a nota.
 
O Partido dos Trabalhadores ainda acusa Moro de prevaricação e de ter acobertado “crimes cometidos por Bolsonaro e sua família, cujo envolvimento criminoso com a milícia do Rio de Janeiro é público e notório”.
 
Leia a íntegra da nota:
 
Demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça
 
A Comissão Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso (PT-MT) reunida nesta sexta-feira (24), por meio de instrumento virtual, vem a público externar sua posição sobre o pedido de exoneração do ministro da Justiça, Sérgio Moro, anunciado no dia de hoje após exoneração do chefe da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo.
 
O ex-juiz parcial Sérgio Moro, denominado presidente da República de Curitiba, líder da chamada Operação Lava Jato, já chantageou delator que não usava o nome "Lula" na delação premiada; com ajuda da Polícia Federal primeiro prendia e depois, conforme nos revelou o site de notícias The Intercept Brasil, encomendava a denúncia ao Ministério Público Federal.
 
Vendo a cobertura que a Rede Globo fez do assunto, abandonando inclusive a grave pauta diária da pandemia de Covid-19, o País conclui que há uma cisão no alto comando do governo federal. Cisão essa que serve a interesses obscuros.
 
No circo montado na mídia para atingir seu ex-chefe Bolsonaro, Moro anuncia que apresentará provas de que Bolsonaro tentou intervir politicamente na PF, exonerando Valeixo. Porém apresenta conversas por mídia social (WhatsApp), mesmo instrumento utilizado pelo The Intercept para provar a parcialidade de Moro como juiz da Lava Jato, e que foi cinicamente desqualificado, por ele até aqui.
 
Moro e Bolsonaro são duas faces de uma mesma moeda. Fazem parte da quadrilha que tomou à Presidência da República de assalto com o Golpe de 2016, que derrubou a presidenta Dilma Rousseff. Além de ajudar a derrubar Dilma, Moro atuou para condenar e prender Lula ilegalmente e sem provas, impedindo-o de disputar a eleição presidencial de 2018, para facilitar a vitória de Bolsonaro. Ganhou como presente o cargo de ministro da Justiça e a promessa de indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).
 
No Ministério, acobertou os crimes cometidos por Bolsonaro e sua família, cujo envolvimento criminoso com a milícia do Rio de Janeiro é público e notório. Ao acusar Bolsonaro somente agora, Moro no mínimo prevaricou.

Apesar de não sabermos quem está mentindo nessa disputa, sabemos que durante todo o governo Bolsonaro são os trabalhadores quem sofrem os mais diferentes ataques em seus direitos, como foram os casos da Reforma de Previdência, da mini Reforma Trabalhista e da MP 936, aprovadas no Congresso Nacional com o apoio de muitos daqueles que hoje se dizem contra Bolsonaro. Como consequência do golpe de 2016, a EC 95 – Teto de Gastos – retirou mais de 22,5 bilhões do SUS, sucateamento as instalações da saúde pública e explicando as péssimas condições para que o Brasil enfrente a pandemia do novo coronavírus.
 
O Brasil e Mato Grosso precisam de posição mais firme frente à pandemia de Covid-19 que avança, dobrando o número de mortes com mais agilidade que nos países que assolou anteriormente. A população precisa de políticas públicas de assistência e proteção à vida com urgência. E isso somente ocorrerá com a saída de Jair Bolsonaro da presidência e com a apuração dos crimes cometidos por ele e por seu até então fiel escudeiro, Sérgio Moro.
 
Por tudo isso é que o PT coloca hoje a necessidade de construir a mais ampla unidade dos trabalhadores e do povo, com seus partidos e organizações, para defender os direitos e garantir a vida, com o atendimento da população diante da pandemia, o que só é possível com o fim o quando antes desse desgoverno: Fora Bolsonaro!
 
Comissão Executiva Estadual do PT-MT 
Cuiabá-MT 24 de abril de 2020

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