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Quinta-feira, 24 de setembro de 2020

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Niuan desiste de participar das eleições deste ano e constrói candidatura para deputado em 2022

Da Redação - Érika Oliveira

05 Ago 2020 - 14:27

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Niuan desiste de participar das eleições deste ano e constrói candidatura para deputado em 2022
O vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro (PODE), que assumiu postura de oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e chegou a anunciar que iria enfrentar o ex-aliado nas urnas nas eleições deste ano, decidiu que não irá participar do pleito deste ano para focar em um projeto de ingressar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2022. A informação foi confirmada pela presidente municipal do Podemos, ex-senadora Selma Arruda.
 
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“A gente fez uma construção no sentido de deixar o Niuan para uma eventual disputa a deputado estadual. Ele é presidente estadual hoje e eu acredito que isso faz parte de uma construção para o futuro. Foi uma decisão dele, não foi nada imposto, porque ele acha que será mais útil tentar disputar para deputado daqui a 2 anos”, disse Selma, ao Olhar Direto.
 
Filho do ex-senador Osvaldo Sobrinho (PTB), Niuan foi eleito como vice na chapa de Emanuel Pinheiro na eleição de 2016. De lá para cá, o jovem político de 34 anos foi para o PSD e acabou mudando meses depois para o Podemos, partido que o lançou como pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá.
 
No início deste ano, no entanto, o Podemos passou a sondar o ex-prefeito Roberto França e, na ocasião, Niuan decidiu ceder a pré-candidatura a prefeito de Cuiabá e compor chapa com José Medeiros na eleição suplementar que iria definir um substituto na vaga deixada por Selma Arruda, no Senado. Ela foi cassada em 2019 por caixa 2 e abuso de poder econômico.
 
Apesar de ter rompido politicamente com Emanuel Pinheiro, Niuan não deixou o cargo, que tem um salário de R$ 15 mil, além de uma verba indenizatória no mesmo valor. No mês passado, por meio de decreto, o prefeito exonerou todos os servidores da vice-prefeitura. O vice tentou recorrer da ação na Justiça, mas acabou perdendo.
 
Com as reviravoltas provocadas pela pandemia do coronavírus, que suspendeu a eleição que estava prevista para maio, além de uma suposta indisposição da sigla com Medeiros - assunto que corre nos bastidores desde o ano passado -, o Podemos discute, agora, se irá manter candidatura própria ao Senado ou se irá apoiar e compor chapa com outro partido. Fontes ligadas à cúpula da sigla afirmam que Selma teria fechado acordo com Otaviano Pivetta (PDT).
 
De lá para cá, após agregar inúmeras novas filiações, o Podemos decidiu apostar no nome do vereador Abílio Brunini para prefeito de Cuiabá. O parlamentar, porém, ainda não bateu o martelo sobre o assunto. A legenda discute, ainda, a possível candidatura do agente da Polícia Federal, Rafael Ranalli.
 
Pleito adiado
 
As eleições deste ano - municipais em todo o País e para o cargo de senador em Mato Grosso - foram adiadas por conta da pandemia do coronavírus. O texto aprovado pela Câmara dos Deputados fixou o pleito nas datas de 15 de novembro e 29 de novembro para os dois turnos de votação.
 
No caso da eleição suplementar, novas convenções partidárias deverão ocorrer para a escolha dos candidatos. Nas convenções anteriores, 12 candidaturas foram escolhidas por partidos para a disputa ao Senado.
 
 
 

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