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Sábado, 05 de dezembro de 2020

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Advogado de Contó afirma que mulheres pediram meio milhão de reais para arquivar denúncias de agressão

Da Reportagem Local - Arthur Santos / Da Redação - Isabela Mercuri

09 Set 2020 - 11:28

Foto: Reprodução

Advogado de Contó afirma que mulheres pediram meio milhão de reais para arquivar denúncias de agressão
O advogado Eduardo Mahon, que assumiu a defesa de Cleverson Contó, afirmou que seu cliente está sendo extorquido pelas duas ex-companheiras, Laryssa Moraes e Mariana Vidotto, e que ele possui áudios em que elas pedem R$ 500 mil para que retirem as denúncias de agressão e estupro. As declarações foram dadas na manhã desta quarta-feira (9), em uma coletiva de imprensa.      

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Mahon afirmou que as mulheres fizeram das redes sociais uma “arquibancada para linchamento antecipado” e usam de uma “estratégia de patrulhamento e cancelamento não deve ser tolerado tanto quanto a ocorrência de violência doméstica”.
 
Contó foi acusado pelas duas mulheres de diversas agressões e estupro. Os episódios de agressão do advogado ganharam repercussão após entrevista de duas das vítimas à Rádio Nativa FM na sexta-feira (4). Na ocasião, um delas disse ter desmaiado. Depois disso, diversas vítimas fizeram outros relatos, mas de forma anônima.
 
Na última terça-feira (9), circulou um vídeo de uma agressão realizada de Contó contra Laryssa Moraes, em que ele a empurra. Para Mahon, no entanto, as imagens estão editadas e não são provas de tudo o que ela diz: “A cena do elevador não é nariz quebrado, não é olho roxo, não é um estupro com pen drive, é muito menos do que isso. Onde estão as outras provas?”, questionou.


 
O advogado afirmou, ainda, que tem mais de vinte e cinco áudios, que enviou para a delegacia e para o Ministério Público, tanto das mulheres tentando o extorquir, quanto de Mariana convocando outras mulheres a denunciá-lo. “Existem provas que revelam uma articulação muito mais preocupante do que simples... não vou dizer simples, mas um desentendimento que causou uma eventual agressão no elevador”, afirmou.
 
Segundo o advogado, o relacionamento com Laryssa Moraes redundou num “triângulo amoroso”, e o de Mariana Vidotti, “foi tão breve, que dele só me resta um questionamento sério sobre a convocação de outras mulheres para que as mesmas deponham sem provas, os pedidos para gravação de atos íntimos, é a reiterada perseguição do doutor Contó”.
 
Para Mahon, falta provas. “Quando uma mulher é agredida, quebrar o nariz, ter lacerações na vagina sao questões muito graves, você nao conserta um nariz assim. Você faz plásticas, dá entrara em um colega, em uma clínica particular. Então tem que ter prontuário, tem que ter entrada, disse.
 
O advogado informou, ainda, que há confissões de dívidas assinadas, com firma reconhecida, por Laryssa, e que uma das motivações das acusações seria para se livrar das dívidas. Para Mahon, Contó foi simplesmente “infeliz de ter entrado em relacionamentos tóxicos, e que vai pagar por isso”.

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