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Sexta-feira, 04 de dezembro de 2020

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Taques nega ter deixado estado quebrado e relembra mandato em Brasília: "orgulhei MT"

Da Redação - Max Aguiar

23 Set 2020 - 17:40

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Taques nega ter deixado estado quebrado e relembra mandato em Brasília:
O ex-governador Pedro Taques (Solidariedade), candidato ao Senado na eleição suplementar deste ano em Mato Grosso, confirmou que está preparado e sabe como fazer para que os projetos e recursos cheguem a Mato Grosso. 

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Em visita ao site Olhar Direto nesta quarta-feira (23), o pré-candidato se mostrou muito confortável no retorno à política eleitoral e seguro no discurso. Pedro disse que tem um relatório sobre o que fez quando foi senador, de 2010 e 2014. 

"Eu tenho um relatório sobre o que fiz enquanto senador. Portanto, eu tenho essa legitimidade. Será uma eleição difícil? Será! Toda eleição é difícil, mas o cidadão precisa ter esse direito de escolha e precisa ter alternativas para essa escolha. Veja, eu em 2018 [na eleição estadual] eu recebi 300 mil votos. Mesmo aqueles que não votaram em mim, eles têm o direito de não ter votado, mas agora quero o apoio dessas pessoas porque eu fui um senador que muito orgulhou Mato Grosso e orgulhou o Brasil. Durante os quatro anos que fui senador, eu fui escolhido entre os cinco melhores senadores do país", comentou Taques. 

Atualmente com dois suplentes em sua chapa que representam o serviço público de Mato Grosso,  sendo um delegado e uma professora, Taques confirmou que terá um trabalho voltado para o funcionalismo, principalmente porque enquanto esteve no Congresso ele apareceu entre os 100 melhores parlamentares do Brasil, entre os mais de 600 parlamentares. 

"Eu fui lembrado entre as cabeças, os melhores parlamentares do Brasil. Por que? Porque os meus projetos, todos, foram tidos como 100% relevantes pela Transparência Brasil. Pois eu divulgava o quanto gastava, como gastava, de que maneira o orçamento era participativo e eu já em 2011 mostrava pelas redes sociais. Por isso quero fazer de meu mandado um instrumento de democracia dialógica", ponderou. 

Questionado sobre as críticas do governo Mauro Mendes (DEM), que mesmo sem citar o nome de Pedro Taques afirma que pegou o estado quebrado e teve que "arrumar a casa", o pré-candidato não rebateu, apenas desejou sorte ao governador e pede que ele faça um bom trabalho para todos os mato-grossenses. 

"Eu tinha sonhos como governador. Sonhos que não foram realizados. Eu desejo que meus sonhos sejam realizados pela atual gestão e pelas próximas gestões. Porque a democracia é assim. Eu aceito a vontade do cidadão, que é o dono do Poder. Eu desejo ao Mauro sucesso". 

Em raros momentos de crítica durante a entrevista, Pedro cita que ele não quebrou Mato Grosso e nem apoiou o ex-governador Silval Barbosa. "Eu tenho certeza que o Estado que ele pegou tinha melhores condições que as que eu peguei. Quem quebrou o estado de Mato Grosso foi quem escolheu a Copa do Mundo para vir para cá. Eu não apoiei o ex-governador Silval em 2010. Eu apoiei Mauro Mendes", lembrou o ex-governador. 

Repetindo o que ele falou no dia de sua convenção, Pedro Taques encerrou dizendo que não está sozinho nessa campanha, mas sim com o povo e muito bem acompanhado. "Muito dizem que Pedro está sozinho. Não, não estou sozinho. Porém, em certas ocasiões eu prefiro estar só do que mal acompanhado. Nas eleições que participei, somando tudo, eu tive quase dois milhões de votos e as pequisas revelam que eu estou em primeiro lugar. Eu quero estar junto com o cidadão. Mas eu quero dizer que precisamos da classe política. Porém, não faço acordo com o diabo para poder fazer obra de Deus", concluiu. 

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