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Emanuel prega reconciliação ‘sem desespero’ e diz que apoiadores lhe pediram para não ir à reunião com Mauro

Da Redação - Isabela Mercuri

04 Dez 2020 - 15:00

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Emanuel prega reconciliação ‘sem desespero’ e diz que apoiadores lhe pediram para não ir à reunião com Mauro
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) justificou sua ausência na reunião dos prefeitos de seu partido com Mauro Mendes (DEM), que aconteceu na manhã na última quinta-feira (3) no Palácio Paiaguás, afirmando que sua base, que lhe ajudou a vencer a eleição, pediu que ele não fosse. “Entenderam que seria um tapa na cara do nosso conjunto de apoiadores, que seguraram a peteca sozinhos”, disse o prefeito reeleito.

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Emanuel afirmou que foi convidado tanto pelo deputado federal Carlos Bezerra, presidente do MDB, quanto pelo secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, mas desistiu de ir. “O povo que estava no nosso palanque. As lideranças políticas todas estavam apoiando o nosso adversário, inclusive a pedido do próprio governador. Nós fizemos uma eleição com os nossos apoiadores, o nosso exército, nossa militância, e com o povo cuiabano (...) e boa parte deles entenderam que seria um tapa na cara do nosso conjunto de apoiadores, que seguraram a peteca sozinhos, literalmente, que não tiveram o apoio necessário das nossas lideranças, começar agora uma aproximação com quem a priori não esteve a nosso lado”, explicou.

Para o prefeito, o momento de aproximação, tanto com as lideranças políticas do MDB e dos partidos coligados, quanto com o governador, virá no momento certo. “Isso não é só com o MDB não, é com as nossas lideranças também de outros partidos coligados que nos apoiaram, que também se ausentaram que também jogaram contra, que também ficaram contra. Então há esse sentimento”, disse.

A ‘ponte’ com Mauro deve ser o deputado federal Emanuelzinho (PTB), filho de Emanuel. No entanto, tanto o prefeito quanto seus apoiadores continuam ‘magoados’ com a postura do governador. “Mauro Mendes jogou muito baixo. Isso é uma visão de boa parte dos nossos apoiadores. O govenador Mauro Mendes jogou muito baixo, atacou demais a sua reputação, a sua honra, baixou o nível, desceu do cargo que ele ocupa para vir para a briga de rua, então isso não pegou bem. [Os apoiadores disseram], essa agressão sentimos que foi em nós também, porque nós estávamos te apoiando, nós acreditamos em você e no projeto. Então a gente também acha que... devemos construir com o governador? Devemos. Mas vamos com calma, deixa a poeira abaixar”.

A conversa, então, deve ficar somente para a próxima semana. “Vamos deixar as coisas acontecerem para a semana que vem, com mais calma, sem desespero, para que possamos não causar nenhum constrangimento e nenhuma cisão nem no meu grupo, que me elegeu, e nem nas lideranças políticas que eu quero depois conversar com elas”, completou. Segundo o prefeito, no entanto, isso não significaria amizade pessoal, mas somente uma ‘bandeira branca’ institucional por Cuiabá.

“O Emanuelzinho já começou, vai entrar em contato com o secretário da Casa Civil Mauro Carvalho, talvez semana que vem, isso está sendo construído. Vamos construir depois, podemos fazer isso sem nenhum problema, pode ter a participação do meu partido também, eu não posso deixar de lado, tenho que equilibrar isso e tenho que eu mesmo resolver essa questão. Vou aparar essas arestas, vamos superar essas arestas, mas eu não tiro a razão do meu partido em querer fazer essa reunião, mas também não tiro a razão da minha base de apoio, da nossa militância, do nosso exército que foram gigantes numa eleição de pura emoção e garra”, finalizou o prefeito.


 

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