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Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

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Senador diz que mudança de concessionária na BR-163 deve sair em 60 dias e há empresa grande interessada

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

25 Jan 2021 - 17:57

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Senador diz que mudança de concessionária na BR-163 deve sair em 60 dias e há empresa grande interessada
O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que a negociação com uma nova empresa para assumir a concessão da BR-163 deve sair em ‘no máximo’ 60 dias. Segundo ele, a Odebretch “não tem condições de continuar” e uma empresa de grande porte já está interessada. Não foi revelado, no entanto, qual seria essa empresa.

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“Ontem eu estive lá no Tribunal de Contas com o ministro [Augusto] Nardes e também estive lá conversando com o pessoal da ANTP, teve inclusive uma decisão do ministro Nardes lá e isso pode prejudicar a possibilidade da assunção da nova empresa. O que está se definindo é uma negociação de uma nova empresa assumir o controle acionário, isso dentro de no máximo 60 dias é o prazo que tem definido para que esses entendimentos aconteçam. A ideia é concluir esse trabalho dentro de 60 dias, se não conseguir, aí terá que partir para uma nova licitação, e sempre é um problema”, afirmou o senador na última quinta-feira (21).

“Eu espero, estou torcendo, trabalhando para que esses problemas todos sejam resolvidos e uma nova empresa possa assumir o controle acionário. Já tem uma empresa de porte grande que tem interesse, esse trecho aqui, de todas as concessões é o trecho mais viável, então tem tudo para dar certo”, completou.

A Rota do Oeste, empresa d Odebrecht Rodovias, é responsável pela BR-163 entre Itiquira (MT) e Sinop (MT) desde 2014. A empresa é alvo de muitas críticas por não ter concluído obras, como duplicações, que estavam em contrato. Para Wellington, a concessão “não tem condições” de continuar.

“Ela já colocou à disposição do governo, tanto é que o Governo está fazendo esses entendimentos. Então a Odebrecht não é, em princípio, um empecilho. Agora, o que resulta disso? Essa concessão tem muitas multas aplicadas à concessionária pelo não cumprimento, mas também tem o questionamento da concessionária com o governo, que também não cumpriu a sua parte. Então isso é claro, que tem que buscar um entendimento porque a nova acionista, nova empresa do controle, não vai aceitar pegar algo que não seja exequível”, declarou o senador.

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