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ALVO DE OPERAÇÃO

Botelho afirma que não discute assumir liderança e que retirar Dilmar da função seria ‘condenação antecipada’

29 Jul 2021 - 17:54

Da Redação - Airton Marques / Do Local - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Botelho afirma que não discute assumir liderança e que retirar Dilmar da função seria ‘condenação antecipada’
Citado como nome ideal para assumir a liderança do governo na Assembleia Legislativa no caso da saída de Dilmar Dal Bosco (DEM), o deputado Eduardo Botelho afirma que só irá discutir a possibilidade de assumir a função caso a saída do colega de partido se concretize. Por enquanto, defende que Dilmar continue como líder.

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Dilmar ocupa o posto desde o começo da gestão Mauro Mendes (DEM) e recentemente foi alvo de nova fase da operação Rota Final, deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), que já virou ação penal.

“Agradeço a colocação, mas acredito que o Dilmar ainda é o melhor e tem todo o respaldo tanto do governo quanto da Assembleia para continuar como líder. Não tem como discutir isso (assumir a liderança), pois essa vaga não existe”, afirmou, durante conversa com a imprensa nesta quinta-feira (29).

Não é justo fazer uma condenação agora, pois tirar ele da liderança já é condená-lo

Botelho defende que é necessário ter cautela para que Dilmar não seja condenado por antecedência, sem direito a se defender. “Já foi protocolada a denúncia, mas ela ainda não foi aceita. Ele não é réu. Tem muita coisa pra rolar e justificar. Não é justo fazer uma condenação agora, pois tirar ele da liderança já é condená-lo. Ele já estaria sofrendo uma condenação antecipada. O melhor é esperar”.

Apesar da situação delicada, Botelho também avalia que não há desgastes para a Assembleia, muito menos para o Executivo. “O presidente da Câmara Federal (Arthur Lira) responde vários processos e está no cargo. Existe em Tribunais de Conta, ministros (...). Vamos usar o que a lei diz, que é a presunção da inocência. Não enfraquece o governo. Ele simplesmente defende o governo, não tem poder de decisão no Executivo”.

Conforme informações de bastidor, Dilmar teria confidenciado a aliados que estuda a possibilidade de entregar a liderança nos próximos dias, para centrar suas forças na própria defesa.

No último dia 26, o desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, decidiu desmembrar ação em face do deputado estadual, acusado de participação e fraude em licitação do transporte intermunicipal de Mato Grosso.

Quando questionado sobre a situação de Dilmar, Mauro afirma que, pelo menos por enquanto, não há motivos para retirar Dilmar da liderança, já que o deputado ainda prova sua inocência e as acusações imputadas a ele são referentes a período em que o democrata não estava no comando do Palácio Paiaguás.
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