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Quinta-feira, 23 de setembro de 2021

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PF deflagra operação contra suposto esquema na Saúde de Cuiabá; HMC e residências de secretários são alvos; fotos e vídeos

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

PF deflagra operação contra suposto esquema na Saúde de Cuiabá; HMC e residências de secretários são alvos;   fotos e vídeos
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (30), uma operação contra um suposto esquema na Saúde de Cuiabá. Olhar Direto confirmou que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é alvo de mandados, que estão neste momento colhendo documentos. As residências do atual secretário da Pasta, Célio Rodrigues, e do ex, Luiz Antonio Possas de Carvalho, também estariam sofrendo uma devassa.

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Segundo a assessoria de imprensa da PF, a operação foi batizada de 'Curare' e tem como objetivo desarticular uma suposta organização criminosa investigada pelo envolvimento em fraudes a contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos a título “indenizatório”, em ambos os casos sem licitação.

A atuação do grupo se concentra na prestação de serviços especializados em saúde no âmbito do município de Cuiabá, especialmente em relação ao gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19. 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) também é alvo de ações. Ao todo, foram expedidos 21 mandados pela Justiça.

Olhar Direto apurou que a PF chegou a pedir o afastamento do atual secretário de Saúde, Célio Rodrigues. Não foi informado se o pedido foi deferido pela Justiça.

Os servidores foram proibidos de acessar o prédio da Secretaria Municipal de Saúde (SES) e aguardam do lado de fora.

O grupo teria recebido R$ 100 milhões em pagamentos durante a pandemia. 

Os 21 mandados de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de Cuiabá/MT, Curitiba/PR e Balneário Camboriú/SC, também foram impostas medidas cautelares de suspensão de contratos administrativos e de pagamento “indenizatórios”, bem como de suspensão do exercício de função pública. 

O nome da operação policial, curare, remete a substâncias tóxicas que produzem asfixia pela ação paralisante do sistema respiratório, cuja origem é associada ao conhecimento tradicional indígena. Na medicina, fármacos curarizantes são empregados em unidades de terapia intensiva, auxiliando o procedimento de intubação. 

Atualizada às 07h50. 

Veja vídeos da Polícia Federal na Secretaria Municipal de Saúde:












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