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Domingo, 28 de novembro de 2021

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Sete tiros na cabeça

Grupo de 'justiceiros' que matou mato-grossense no Paraguai é suspeito de executar sete pessoas recentemente e mira assaltantes

Foto: Reprodução

Grupo de 'justiceiros' que matou mato-grossense no Paraguai é suspeito de executar sete pessoas recentemente e mira assaltantes
O grupo 'Justiceiros da Fronteira', responsável pelo assassinato do mato-grossense Rogerio Laurete Buosi, de 26 anos, ocorrido na noite de sábado (25), na cidade de Pedro Juan Caballero, fronteira do Brasil com o Paraguai, têm forte apoio da população na região, justamente por ter como seus alvos assaltantes que atuam na área. Eles foram responsáveis por pelo menos sete execuções recentes.

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Os autores do crime, conhecidos como justiceiros, deixaram recado escrito numa folha de papel, ao lado do corpo, com a frase: “Não robar na frontera”, assinado por: “juss front”.

O grupo tem apoio de parte considerável de moradores da fronteira e mira assaltantes. O mato-grossense era suspeito de participar de roubos e furtos na região.

No mês passado, dois jovens foram executados com 50 disparos de fuzil, em Pedro Juan Caballero. As mortes foram assumidas pelo grupo de extermínio. Ao lado dos corpos, foi deixado um recado, escrito à mão, revelando a causa. "Justiciero No Robar P.J.C".

No total, até agora, o grupo é ligado a pelo menos sete execuções recentes na região de fronteira, sendo que em todos os casos foram deixados bilhetes dizendo que o roubo não era permitido. 

Em uma das ocasiões, o corpo de um adolescente foi encontrado sem as mãos, com um bilhete dizendo que "os justiceiros estão de volta. avisamos que é só o começo da morte dos ladrões". 

Em entrevista recente ao G1, o delegado Clemir Vieira, responsável pela Polícia Civil em Ponta Porã, afirmou que a maioria dos assassinados têm antecedentes em crimes contra o patrimônio. Segundo ele, os Justiceiros da Fronteira devem ser uma "organização criminosa" que faz justiça com as próprias mãos". Ele não descarta, porém, a hipótese de atuação individual.

Os “Guardiões” seriam a mais recente resistência ao domínio do PCC (Primeiro Comando da Capital), na linha internacional.

Natural de Rondonópolis, o mato-grossense passou a infância e adolescência na cidade de Araçatuba (SP), onde possui familiares e amigos.

O caso

Encontrado em cima de um colchão da casa onde morava, no bairro Defensores Del Chaco, o corpo de Rogério estava alvejado com 7 tiros de pistola nove mm na cabeça, 3 no braço esquerdo, 1 na mão e outras partes do corpo também apresentavam lesões. A perícia criminal recolheu, ao todo, 13 cápsulas de munição.

Ao lado do cadáver havia uma carta deixada pelo grupo com a seguinte frase: “não robar na fronteira. Ass, Juss Front”, como se fosse uma assinatura dos justiceiros após o crime. A Polícia Nacional do Paraguai está responsável pela investigação do caso.
 
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