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Quinta-feira, 21 de outubro de 2021

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​CPI da Energisa

Avallone calcula que quinze mil padrões de energia em MT podem ter erros que prejudicam consumidor; Energisa diz que número é fantasioso

07 Out 2021 - 15:23

Da Redação - Vinicius Mendes / Da Reportagem Local - Max Aguiar

Foto: Olhar Direto

Avallone calcula que quinze mil padrões de energia em MT podem ter erros que prejudicam consumidor; Energisa diz que número é fantasioso
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa realizou uma sessão nesta quinta-feira (7) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre os dados apresentados está o de que 1% dos padrões de luz estão com erro, que prejudica o consumidor. O deputado estadual Carlos Avallone afirmou que este índice pode representar cerca de 15 mil padrões. Ele afirmou que mais dados reveladores ainda devem ser apresentados na CPI.
 
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Foi ouvido pela CPI nesta quinta-feira (7) o presidente da Ager-MT, Luis Alberto Nespolo, para mostrar resultados dos trabalhos realizados na operação “Tudo às claras”. Além dele, o Secretário adjunto de proteção em defesa dos direitos dos consumidores do Procon, Edmundo Taques, também foi ouvido para mostrar os trabalhos finais desempenhados pelo grupo de fiscalização que atuou na operação. O deputado Carlos Avallone viu com positividade os dados apresentados.
 
“Uma CPI que nem a nossa ter um aval do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual, ter o aval do PROCON, ter aval do IPEM, ter o aval da Decon e da Ager, isso vai dar um respaldo muito grande, não vai ser palpite, opinião, certo? Vai ser um trabalho técnico, talvez os resultados não sejam o que a gente quer ouvir, mas do que eu ouvi ali já tem coisas muito importantes”.
 
Avallone citou que o grupo irá analisar todo o contexto, seja “do padrão para dentro ou do padrão para fora”. Conforme o que foi apresentado na sessão de hoje, o parlamentar calculou que cerca de 15 mil padrões de luz estão com erro e prejudicam o consumidor.
 
“Eles já informaram que um por cento dos padrões tem erro, e erro contra o consumidor. Se você for fazer essa conta de um por cento, dá quinze mil padrões, quinze mil medidores. Não é pouco, são números altos, né? [...] Então assim, então tem muita informação ali que vai mostrar a amplitude desse trabalho”.
 
Segundo o deputado os trabalhos ainda devem ser ampliados, apenas a primeira fase de trabalho foi terminada, e um relatório sobre o que já foi analisado será produzido.
 
“Tem erros e defeitos que precisam ser corrigidos. O atendimento está sendo analisado, a qualidade da atenção dada ao consumidor, a resposta, o tempo de demora de resposta, e é acompanhado pela Ager, que fiscaliza isso. Isso pode gerar uma série de desdobramentos e no nosso relatório vai constar tudo isso”, explicou.
 
De acordo com Avallone, o grupo de fiscalização está trabalhando desde o segundo semestre de 2020. Ele confia que o MPF, MPMT e Delegacia do Consumidor (Decon) irão tomar as providências necessárias, após a apresentação do relatório.
 
“O que a Aneel acha de quinze mil medidores [com erro]? [...] Eu também preciso saber o que a Ager vai dizer sobre isso. Então aí tem muitas informações que serão muito importantes no desdobramento da nossa CPI. [...] Eu estou eu estou satisfeito é de nós podermos estar chegando a conclusões que nunca chegamos, sobre o que é o problema das contas altas. Isso é importante, nós precisamos ter essas informações, nós sempre ficamos perdido nelas, cada um acha uma coisa, um acha que é a forma de medir, o outro acha que é o medidor, o outro acha que é o fio, agora esse grupo que está trabalhando, que tem o nome de ‘operações às claras’, vai trazer um respaldo para nós”.

Outro lado

Após a publicação da matéria, a assessoria de imprensa da Energisa entrou em contato com a redação e afirmou que o número de 15 mil padrões com erros é fantasioso. Segundo a empresa, o relatório da CPI ainda não foi entregue e não há como calcular estes 15 mil padrões. Ainda afirmou que apenas 81 foram analisados e, destes, um possuía erro, e ainda estava violado. Leia a íntegra da nota:

A Energisa afirma que ao longo da sua história sempre se pautou pela ética e respeito a seus clientes. Todos os medidores são homologados e certificados pelo Inmetro. São os mesmos usados em todos os estados brasileiros. O medidor sai da fábrica testado, lacrado e com os dados de teste enviados um a um.

A distribuidora acompanhou o teste e aferição de 81 medidores de energia elétrica em Cuiabá, por AGER, IPEM, Procon e Delegacia do Consumidor. De todos os equipamentos escolhidos pelos próprios fiscalizadores, apenas um apresentou falha, sendo que este equipamento, conforme laudo emitido pelo IPEM, estava com lacre danificado, sendo impossível atestar se o aparelho foi violado ou não anteriormente e, consequentemente, qualquer responsabilidade à concessionária. Assim, não há qualquer indício de irregularidade nos aparelhos utilizados pela Energisa.

O resultado mostra mais uma vez a robustez do serviço, que também passa por fiscalização constante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regula o setor e Agência Estadual de Regulação (AGER). Qualquer fala sem base científica ou estatística, é mera é especulação.

A empresa esclarece também que sempre prestou com muita transparência todas as informações requisitadas pela CPI e ações complementares para esclarecer aspectos sobre a atuação da companhia no estado, além de apoio aos trabalhos requeridos e, por essa postura,   tem sido reconhecida por órgãos e instituições de fiscalização responsáveis.


Atualizada às 9h53
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