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Quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

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R$ 500 milhões

Alvos de operação, empresários ostentavam carros de luxo, casas de alto padrão e fazenda; vídeo

Foto: Reprodução

Alvos de operação, empresários ostentavam carros de luxo, casas de alto padrão e fazenda;  vídeo
Os empresários alvos da ‘Operação Argentarius’, deflagrada nesta quarta-feira (1º) com objetivo de desestruturar uma organização criminosa que atuava como um banco paralelo financiando atividades criminosas como tráfico de drogas, contrabando de agrotóxico, roubo e adulteração de carga de insumos agrícolas, ostentavam com o dinheiro recebido do esquema. Eles foram identificados como Marcos Rogério Araújo Nogueira e Erick Fernando Guilherme Nogueira.

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Segundo a Polícia Federal, que não divulgou nomes, os empresários são bastante conhecidos na região e ostentavam casas de alto padrão, carros de luxo, como um Porsche apreendido nesta quarta-feira e uma fazenda.
 
Durante a operação, foram apreendidos até o dez carros, sendo a maioria deles de luxo. Os agentes da Polícia Federal também estiveram na fazenda mencionada, onde cumpriram um dos mandados de busca.


 
Foram efetuadas quatro prisões em flagrante, sendo três por porte ilegal de arma de fogo e uma por manipulação e armazenamento irregular de agrotóxico. Este último, era conhecido da PF, por contrabandear o produto do Paraguai.
 
Apesar dos dois principais alvos de esquema ostentarem, os laranjas não detinham tanto poder, ficando com pouca parte do dinheiro do crime. Só os empresários movimentaram R$ 220 milhões dos R$ 500 milhões identificados durante as investigações.
 
Os alvos principais se valiam das empresas (factoring, agronegócio, imobiliária, transportadora, entre outros) para realizar a dissimulação de valores. Elas eram de fachada, não possuindo endereço real e funcionários registrados.
 
Os 29 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Rondonópolis/MT (23), Cuiabá/MT (4), Paranavaí/PR (1) e Santana do Araguaia/PA (1).
 
O nome da operação faz referência aos “Argentarius”, que eram personagens do Império Romano responsáveis por bancos de depósito e operações de câmbio. Eram bancos particulares, com atuação, portanto, semelhante ao do principal alvo da operação.

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