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Terça-feira, 28 de junho de 2022

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monitoramento é importante

Professor lembra morte em 2008 e afirma que Chapada, Nobres e Jaciara podem ter tragédias iguais a de Capitólio

Foto: Reprodução

Professor lembra morte em 2008 e afirma que Chapada, Nobres e Jaciara podem ter tragédias iguais a de Capitólio
No fim de semana, o desmoronamento de um bloco de pedras no lago Furnas, em Capitólio (MG), atingiu uma embarcação, matou 10 pessoas e deixou ao menos 32 feridos. A tragédia fez os mato-grossenses lembrarem de um acidente cachoeira Véu de Noiva, na Chapada dos Guimarães, ocorrido em 21 de abril de 2008, quando Saira Tamires Dutra dos Reis, 17 anos, faleceu vítima de um desmoronamento. Passados 14 anos do acidente que também deixou seis pessoas feridas, o acesso para banho na cachoeira de 86 metros ainda segue fechado.

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Com o desmoronamento em Minas Gerais, que provavelmente está ligado a uma cabeça d’água, professor de Climatologia do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), doutor Rodrigo Marques, explica quais são os locais de maior risco.

“As cabeças d’água costumam ocorrer em rios mais estreitos e escavados na rocha, com margens que possuem paredões próximos. Essa formação mais estreita com bordas elevadas, facilita o aumento repentino do volume de água, então, todos os locais que apresentam estas características podem registrar a ocorrência, como Chapada, Nobres, Jaciara, São Vicente, assim como as demais áreas de serras e chapadas de Mato Grosso”, diz.

“Importante lembrar que no ano de 2008 por exemplo, houve deslizamento de paredão próximo a cachoeira do Véu de Noiva com vítimas. Mais do que evitar estes locais, esta tragédia ocorrida em Minas Gerais pode acender um debate que foi relegado por muito tempo, que é a importância do monitoramento destes paredões, tendo em vista que ao longo de anos, eles vão dando sinais de que o deslizamento ou queda podem ocorrer. Em períodos como este que estamos vivenciando com muita chuva, estes locais devem ser evitados”, alerta.



Foto publicada pelo perfil Destinos Turísticos MT, nesta segunda-feira (10), mostrou a cachoeira Véu de Noiva com forte volume de água e aspecto turvo. A cor, porém, possivelmente, se deve apenas ao momento de aumento do volume de chuvas, que faz com que a terra seja trazida com o temporal e dê um aspecto mais escuro para a água.

O flagrante contrasta com o cenário de cinco meses atrás, quando a cachoeira surpreendeu internautas ao se exibir apenas com uma fina ‘linha branca’, durante crise hidríca registrada em agosto. 
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