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Terça-feira, 23 de abril de 2024

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Incêndios no Parque Estadual Encontro das Águas já destruíram 20% da área protegida, diz UFRJ

Foto: Reprodução/Instagram

Incêndios no Parque Estadual Encontro das Águas já destruíram 20% da área protegida, diz UFRJ
Os focos de incêndio no Pantanal mato-grossense, na região do Parque Estadual Encontro das Águas, localizado entre os municípios de Barão de Melgaço e Poconé, já destruíram 21.825 hectares de vegetação, correspondente a 20,18% da área total, apenas neste mês. Os dados são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O fogo na região teve início no dia 1º de outubro. Desde então, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso tem atuado para combater as chamas. No entanto, os locais com foco de incêndio são de difícil acesso.


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Conforme o LASA, na segunda-feira (23), 9.075 hectares foram queimados, enquanto no domingo (22), foram atingidos 2.225 hectares. Apenas nestes dois dias, o fogo consumiu 11.300 hectares de vegetação do Parque Estadual Encontro das Águas. Esta é a segunda área protegida mais afetada pelo fogo no bioma Pantanal, em Mato Grosso.
 
Em imagens de satélite, capturadas pela ferramenta de monitoramento Sentinel HUB, é possível ver a destruição causada pelo fogo no mês de outubro. Em comparativo com a visão do satélite em setembro, grande parte da área verde foi extinta, em apenas 30 dias.


 
O Instituto Centro de Vida (ICV) também acompanha o avanço dos incêndios, por meio de imagens de satélite. Na última análise, divulgada nesta terça-feira (24), com base em dados de focos de calor e área queimada produzidos pela NASA, mostra-se que atualmente em torno de 30 mil hectares já foram atingidos pelo fogo na região do Parque Estadual Encontro das Águas, sendo 16 mil dentro do parque, o que corresponde aproximadamente 15% da sua área total.
 
 
Em vídeos registrados pelo Coronel Bombeiro Militar da Reserva, Paulo André Silva Barroso, nota-se o fogo adentrando na área do parque estadual, e se aproximando cada vez mais do Santuário das Onças, que abriga a maior quantidade de onças-pintadas no mundo. Imagens também mostram animais mortos, queimados pelo fogo, e outros tentando fugir do incêndio.

Voluntários de ONGs, como a Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD) e É o Bicho MT, já estão em expedição pela região para auxiliar nos trabalhos de combate ao fogo, e principalmente, proteger os animais que vivem na região.

“O devastador cenário dos incêndios florestais de grandes proporções se repete no Pantanal. Desde o início deste mês, no Pantanal Mato-Grossense, o Parque Estadual Encontro das Águas, local que abriga a maior densidade de onças-pintadas no mundo, está em chamas. Entre calor extremo e pancadas de chuvas, os focos não foram controlados nesses últimos 20 dias e agora o fogo atinge o Parque com força total. Não há bioma que suporte e seja capaz de se regenerar sendo tomado pelo fogo ano após ano. Precisamos do máximo esforço dos responsáveis para conter as chamas. Os animais estão sofrendo e clamando por socorro. O Pantanal pede socorro”, publicou a ONG É o Bicho, em suas redes sociais.



As entidades também pedem doações para manter os voluntários em campo. A atuação no Pantanal pode ser conferida nas redes sociais: @eobichomt e @grad_brasil.



Atuação dos bombeiros

A Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizou uma reunião extraordinária nesta terça-feira (24), para debater sobre a situação dos incêndios no Pantanal mato-grossense. No encontro, o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), do CBMMT, tenente-coronel Marco Aurélio Aires, apresentou a situação enfrentada pelas equipes na região.

“No dia 1º de outubro, nós tivemos a detecção do foco de calor originado numa área de difícil acesso, frente a isso, o Corpo de Bombeiros Militar empregou um efetivo robusto para poder dar uma resposta a esse acidente. Entretanto a gente tinha dificuldade para poder acessar essa área, por conta de estar confinada numa região alagada. Frente a isso nós deslocamos equipes para poder acessar a área, ao qual não conseguimos acesso. Empregamos o helicóptero do Ciopaer, para poder fazer uma avaliação bem como tentar lançar essas equipes em campo e percebemos que essas equipes não conseguiriam ser lançadas e progredir dentro de campo por conta do local, do tipo de terreno”, apontou Aires.

“Foi estabelecido uma estratégia de combate indireto. O primeiro posto de comando na fazenda Jaguar, e lá nós tivemos o primeiro comando de incidente para poder dar uma resposta e impedir que esse incêndio adentrasse ao Parque Encontro das Águas. Entretanto, por conta dessas situações meteorológicas, nós tivemos uma rajada de ventos superiores a 40 km/h, o que possibilitou esse vento superar as barreiras construídas pelas equipes, então o incêndio acessou o parque”, complementou.



Aires afirma ainda que o incêndio chegou a ser controlado no dia 11 de outubro, e nos dois dias seguintes, não houve mais detecção de focos de calor na área. Mas, a falta de precipitações na região contribuiu para a reignição das chamas, a partir do dia 14.

“A gente tem essa dificuldade, realmente, do Pantanal ter essas áreas alagadas que dificultam o trabalho das equipes, mas a gente tá tentando empregar uma mistura robusta do Corpo de Bombeiros Militares do Estado de Mato Grosso, o comandante já enfatizou, que caso haja necessidade vão ser reforçados com mais equipes para que a gente possa evitar que esse incêndio ganhe grandes proporções”, finalizou.

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