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Sábado, 25 de maio de 2024

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OBRA PODE custar R$ 500 MIL

Moradores de prédio atingido por caminhão ficarão 'sem casa' por 60 dias; entenda

Foto: Olhar Direto

Moradores de prédio atingido por caminhão ficarão 'sem casa' por 60 dias; entenda
Os moradores do edifício Apuã, que teve um pilar estrutural danificado após uma forte colisão de um caminhão na noite de segunda-feira (1º), terão que ficar 60 dias fora de casa. A medida foi determinada pelos órgãos fiscalizadores, como a Defesa Civil de Cuiabá e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), que analisaram o estrago causado ao prédio.


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Durante este período, uma obra será feita no local, para reconstrução da viga do pilar estrutural que foi atingido. Uma equipe de engenharia já foi contratada nesta terça-feira (2) e segue trabalhando com cálculos no endereço para dar prosseguimento ao projeto. Ainda não há um valor certo da obra, mas o síndico, Max Vetorello, acredita que ficará em torno de R$ 500 mil.
 
O edifício foi construído há cerca de nove anos, e conta com sete andares, com quatro apartamentos por andar, totalizando 28 unidades habitacionais. Todos os moradores saíram do local já na noite de segunda-feira, em meio a uma chuva que atingia Cuiabá.

“O acidente foi por volta das 19h40, eu estava no meu quarto, no sétimo andar, aos fundos, quando eu escutei tipo uma pedrada, alguns apartamentos sentiram um tremor, e eu senti mais como se fosse uma paulada, algo desse tipo. Olhei pela janela, não vi nada, fiquei tranquilo. Mas nisso, a moradora do primeiro andar ligou e falou que o caminhão tinha acertado o pilar do prédio. Nisso, já desci e pedi pra todo mundo sair, e estava chovendo inclusive. Todo mundo acabou saindo e acabamos vendo o ocorrido, que o pilar ficou entortado. E por risco, saímos todos ontem a noite mesmo”, relatou Max ao Olhar Direto.

Com a visita da Defesa Civil e do Crea, as 28 famílias precisaram dar um jeito para encontrar um local onde ficar, enquanto o prazo de 60 dias corre para as obras.

“Foi como eu falei, alguns vão pra casa da mãe, da sogra, namorada, hotel, etc. Cada um vai ter que se virar, infelizmente, é isso. Vinte e oito famílias desalojadas”, disse o síndico.

Max ainda afirmou que está tomando todas as medidas cabíveis e o condomínio irá acionar judicialmente o condutor do caminhão, que por um descuido e imprudência, causou o acidente.

“Já estamos começando a tomar as medidas cabíveis, que é entrar judicialmente contra ele, ver seguro, ver o caminhoneiro. Vai ser um montante bem alto, ainda não temos uma estimativa, os engenheiros estão fazendo o orçamento, mas calculamos algo em torno de R$ 500 mil. Mas pode ser menos também. É uma viga estrutural, que mexe com todo o prédio”, disse.

Questionado se há risco do prédio desabar, o síndico ressalta que é como em toda obra, tem o risco, mas se for bem feita e calculada, dará tudo certo.

“Risco tem do prédio desabar, como em toda obra, mas devagarinho e tudo certo, como nos estamos querendo que seja feito, vai dar tudo certo”, pontuou Max.

Como o condomínio não possui caixa suficiente para a obras, o seguro, que é obrigatório todo edifício ter, já está sendo acionado.

“O menino que bateu com certeza não queria fazer isso, mas ele foi imprudente e contribuiu para o erro. Conversamos com ele só ontem na delegacia e ele nem entrou mais em contato”, finalizou Max.

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