Notícias / Criminal

27/03/2013 - 15:10

Jovem é condenado a 13 anos por matar professor que o ajudava

De Barra do Garças - Ronaldo Couto

Foto: Olhar Jurídico

Kleibe matou o professor e fugiu para Jataí

Kleibe matou o professor e fugiu para Jataí

O jovem, Kleibe Ferreira da Silva, que matou o professor e agente de saúde, Maurílio Rodrigues de Lima, 54 anos, foi condenado a 13 anos de reclusão ao final do Júri Popular realizado em Aragarças-GO, na divisa de Mato Grosso. O crime aconteceu em março de 2012 numa chácara da vítima. 

A denúncia foi oferecida como latrocínio, roubo seguido de morte, onde Kleibe teria subtraído dinheiro e fugido numa moto da vítima, porém a juíza que acompanhou o processo na época desclassificou a hipótese de latrocínio e mandou o réu a júri por homicídio.

Ao final do julgamento por 4 votos 2, Kleibe foi considerado culpado pela morte do professor e foi condenado a 13 anos de reclusão sem direito a recorrer em liberdade e cumprimento de imediato da pena. A promotora Vânia Marçal disse que o réu acabou sendo beneficiado quando o crime foi classificado como homicídio e não latrocínio.

“A juíza na época que viu o processo entende que o réu matou a vítima e usou o dinheiro e moto para fuga. Se fosse por latrocínio a pena seria de 15 a 30 anos”, completou. Kleibe passou a ter convivência com o professor que lhe ofereceu ajuda para largar as drogas inclusive arrumou serviço para ele numa pousada.

O crime ocorreu em março de 2012. Kleibe matou o professor degolado e deixou o corpo dentro de um quarto e fugiu numa moto da vítima. Antes ele passou numa ofocina onde deixou a motocicleta e depois seguiu para Jataí onde mora sua família. “Nós chegamos alertá-lo sobre o risco de conviver com um ex-dependente químico e nós temíamos pela segurança dele” recorda um parente que assistiu ao julgamento de Kleibe.

Esse é o primeiro julgamento do Júri Popular de Aragarças em 2013 que ainda terá dia 02/04, o julgamento de Valdivino Vargas de Oliveira; 09/04, José Gabriel Vieira; 11/04, Otair Ferreira Miranda; 16/04, Maurício Inácio da Silva; 23/04, Joaquim Caetano de Sousa; e dia 25/04, Jorge Luis Filho.

O Júri Popular de Aragarças está sendo presidido pelo juiz Gabriel Consegliero Lessa.

por Rogerio, em 27/03/2013 às 18:03
é isso que está errado nesse país ,a juiza entendeu que não foi latrocínio ele usou a moto para fugirse não foi para roubar então qual o motivo que esse elemento teve para matar o rapaz? agora taí pega 13 anos não fica nem 4 preso volta a cometer mais crimes é preciso mudar nosso código penal o mais rápido possivel
por MOBRAL DO RONALDO COITO, em 27/03/2013 às 16:16
"...ele passou numa OFOCINA..."?
por De olho, em 27/03/2013 às 16:12
Quando alguém não concorda com uma decisão, é exatamente aí que entra o papel dos recursos, agora o MP de Aragarças, vem dizer que busca justiça, se buscasse teria recorrido da decisão, pois como podê defender algo não qual não se acredita. É simples, se o MP acredita em latrocínio como pode defender a existência de homicídio, seria preguiça de recorrer? Pois se vai demorar ou não o recurso é outra questão que não diz respeito ao MP. Com certeza, o MP mais uma vez falhou e a justiça não foi feita. Vergonha!
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