Olhar Jurídico

Terça-feira, 19 de março de 2019

Notícias / Criminal

Justiça quer saber se João Emanuel já atuou como advogado do clã Pagliuca

Da Redação - Katiana Pereira

19 Mai 2014 - 10:00

Foto: Reprodução

Justiça quer saber se João Emanuel já atuou como advogado do clã Pagliuca
Em ofício expedido na última sexta-feira (16) a juíza Selma Rosane Santos Arruda, da Vara Especializada Contra o Crime Organizado de Cuiabá, requer que o Departamento Judiciário Auxiliar (Dejaux) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso encaminhe, com a “maior brevidade possível”, o levantamento dos processos relativos à família Pagliuca e os respectivos advogados que atuam e atuaram nesses processos.

A finalidade da magistrada é conseguir informações sobre a habilitação do também acusado e ex-vereador de Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima, “como advogado de algum deles, a fim de instruir os autos supra mencionado”. O mesmo ofício foi remetido ao Cartório Distribuidor da Comarca de Cuiabá.

A magistrada também expediu ofício à Penitenciária Central do Estado (PCE) pedindo cópias do controle de acesso em que marca as visitas de João Emanuel à unidade prisional quando os líderes da família Pagliuca estavam presos no local.

Defesa de João Emanuel tem 48 h para dizer onde estão testemunhas em ação de compra de sentença
Quatro integrantes do clã Pagliuca tem prisão decretada por suposta compra de sentença

A defesa do ex-vereador, o advogado Eduardo Mahon, informou ao Olhar Jurídico que não sabe se João Emanuel atuou na defesa dos membros da família Pagliuca. "Que eu saiba ela não foi advogado de nenhum deles. Não tenho conhecimento disso no processo". 

Sobre o pedido para saber sobre a frequência de visitas à PCE, Mahon afirmou que esse fato já de conhecimento público, uma vez que o ex-vereador deu declarações que se encontrou com o clã Pagliuca quando foi sondado para defende-los.

O advogado ainda revelou que uma conversa entre João Emanuel e um dos membros da família acusada de narcotráfico foi interceptada durante a investigação do Gaeco. "Existe essa ligação sim. Ele foi procurado para atuar na defesa, mas disse que não podia pois estava fazendo campanha", explicou.

O processo que a magistrada pede informações é referente a ação gerada após investigação proveniente da Operação 'Assepsia', desencadeada em abril do ano passado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Presidência do Tribunal de Justiça e da Vara Especializada em Combate ao Crime Organizado e Crimes Contra a Administração Pública.

A operação investigou um esquema supostamente praticado por um advogado, um estagiário, um servidor público do Poder Judiciário e dois integrantes de uma organização criminosa atuante no ramo de tráfico de pasta base e cocaína. O objetivo era comprar uma sentença favorável a libertação do Clã Pagliuca, que estava preso sob a acusação de tráfico internacional de drogas.

Um dos alvos da denúncia foi o vereador cassado João Emanuel (PSD). Além dele, também foram denunciados José Maria Machado, Ailton Rodrigues de Pádua, Adalberto Pagliuca Neto, Régis Aristide Pagliuca, Regina Célia Cardoso Pagliuca, Joelson Alves da Silva, Elaine Cristina Pagliuca Silva, Joelma Alves da Silva e Ana Alves da Silva. Todos respondem por corrupção ativa.

5 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • josé ricardo
    19 Mai 2014 às 16:54

    Esse rapaz parece ter uma certa vocação para se envolver com ilicitudes. Hábito aliás, que vem de pai para filho. Basta consultar o processo de aposentadoria compulsória do genitor desse indivíduo.

  • josé
    19 Mai 2014 às 16:46

    Aninha, o "nobre" é tão centrado que acabou virando o centro de toda uma organização "sem fins lucrativos". Não se engane, o dono da mentira, como diz o Papa Francisco, está aí para enganar pessoas de bem e do bem, muito cuidado.

  • LUNETA
    19 Mai 2014 às 15:06

    SEGUNDO "ZÉ" CUIABANO, EXISTE UM "TAR" ADVOGADO DA FRANÇA QUE FAZIA UNS CONTATOS COM CERTO ASSESSOR DE DESEMBARGADOR DA INGLATERRA NEGOCIANDO UNS "TREM" PRÁ ESSES "TAR" DE PAGLIUCA, IMPERADORES DA BOLÍVIA. VAI SABER NÉ?

  • Aninha
    19 Mai 2014 às 14:45

    O que a ambição fez com João Emanuel...Parecia um cara tão centrado. O que o poder e as facilidades de ganhar dinheiro fácil fazem com as pessoas...Impressionante e lamentável.

  • sergio
    19 Mai 2014 às 11:10

    Ele não sabe de nada.....kkkk

Sitevip Internet