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Terça-feira, 25 de setembro de 2018

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Governo reapresenta mesma proposta a professores em greve mas autoriza envio de mensagem à AL

Da Redação - Laura Petraglia

10 Out 2013 - 11:00

Foto: Laura Petraglia - OD

Governo reapresenta mesma proposta a professores em greve mas autoriza envio de mensagem à AL
A reunião ocorrida entre o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), a secretária de Educação, Rosa Neide (PT), e deputados estaduais para tentar por fim à greve dos profissionais da educação da Rede Estadual de ensino que já dura quase 2 meses, não chegou a lugar algum. O governo simplesmente reapresentou a mesma proposta que tem apresentado desde o começo das negociações à categoria. Na prática, o único avanço foi o governo admitir enviar à Assembleia Legislativa para ser votada em forma de lei.

Na opinião do Sintep, eles nem deveriam ter sido chamados já que a proposta inicial era a reabertura do diálogo, ou seja, novas negociações. Apesar do Sindicato não considerar grande avanço, o envio da proposta para Assembleia em forma de mensagem dá aos parlamentares a opção de apresentarem emendas e, com isso, proporcionarem os ajustes que a categoria tanto almeja. Até então, o governador dizia que só enviaria a mensagem para a Assembleia depois que os trabalhadores voltassem às salas de aula.

Mesmo com corte de ponto 85% dos professores de Mato Grosso continuam em greve
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Participaram da conversa com o Sintep o líder do governo, deputado J. Barreto (PR) e Alexandre César (PT). A hora-atividade e a previsão de implementação de reajuste ao piso devem ser itens revistos pelos deputados por meio de emendas. Nos 2 casos os trabalhadores exigem efeitos imediatos dos direitos.

Mesmo com estimativa anunciada pelo governo de que ao menos 45% das escolas da rede estadual de ensino retornaram às atividades, na última terça-feira (08/10), depois do anúncio do corte de ponto dos professores que não retornassem ao trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) afirma que a greve em Mato Grosso é mantida. Isso demonstra que não há temor nem mesmo após as ameaças feitas pelo governo estadual contra os trabalhadores da educação. Nas duas maiores cidades do Estado, 85% das escolas continuam com as atividades suspensas.

O Sintep revela que, das 121 escolas, 103 estão sem atividades por tempo indeterminado. Os trabalhadores exigem avanço no processo de negociação e que a pauta de reivindicações seja atendida. Em Cuiabá , das 75 escolas da rede estadual 60 permanecem fechadas. O presidente João Custódio argumenta que, considerando o número de profissionais 80% estão em greve, esse percentual reforça a luta do movimento aos 58 dias de greve.

17 comentários

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  • gilmar moreira do nascimento
    11 Out 2013 às 06:08

    GOSTARIA DE VER O HUGO SE VIRANDO NOS 30 COM QUASE 40 ALUNOS EM SALA DE AULA. SOMOS HERÓIS EM MANTER UMA SALA EM ORDEM E, AINDA PASSAR CONHECIMENTO. PELO SEU COMENTÁRIO VOCÊ ESTA FORA DA CASINHA. PROCURE O CAMINHÃO QUE TU CAIU. FICO COM PENA DAS PESSOAS MAIS PRÓXIMAS DE TI. FILHOS, MULHER, AMIGOS, SE É QUE TEM, PORQUE COM ARGUMENTOS VIOLENTOS COMO ESSE DEVE SER UM COITADO. O DIA QUE VOCÊ ENTENDER UM POUCO MAIS SOBRE A EDUCAÇÃO E, O QUE ELA REPRESENTA PARA A SOCIEDADE AI SIM, VOCÊ PODERÁ ARGUMENTAR SEM VIOLÊNCIA NAS PALAVRAS E AÇÕES.

  • ODETE
    10 Out 2013 às 16:40

    MEU DEUS QUANDO ISSO VAI ACABAR NA MINHA OPINIÃO CADA PARTE DEVERIA CEDER UM POUCO.

  • Silzinha
    10 Out 2013 às 16:35

    Acho graça: fala mal da educação, mas nem faz ideia do que diz a LDB, o ECA... O MEC quer números e os professores são obrigados a aprovar quem o sistema quer. Ao invés de falar bobagem, vamos aproveitar e pedir uma reforma educacional, com a publicação de uma nova LDB. Apoi o fim da greve pq a coisa já desgastou e o SINTEP precisa pensar, agora, noa alunos! Mas, a luta deve sim continuar! Quem fala que os professores não ensinam o fazem nas coxas, vá um dia dar aula e ver o que é bom para tosse!

  • Andrea
    10 Out 2013 às 14:25

    Lutamos não só por salário, o que, por si só, já seria uma causa justa, mas, principalmente por melhores condições de trabalho e para que a verba da educação seja aplicada conforme determina a lei, que é 35%. Quem levanta a bandeira para defender uma posição deve estar informado para saber o que está dizendo. Estudei muito para estar onde estou e ainda estudo diariamente, não sou bandido para merecer "cacete" de quem quer que seja! E quem abre a boca para falar mal de uma categoria dessa deveria voltar ou ir aos bancos das escolas para terem aula de cidadania, pois não fazem noção do que estão falando! Eu, para conseguir, ganhar pelo menos um pouco mais, preciso trabalhar em quatro escolas diferentes, quem aqui tem quatro empregos? Acha que é fácil? Desafio você a se colocar no meu lugar pelo menos um dia para ver como funciona! Outra coisa, não vi professor nenhum ofender quem quer que seja, é muito fácil esconder-se atrás de uma tela de computador e fazer generalizações. Vá até a Assembleia hoje, pegue o microfone e repita tudo isso para todos que lá estiverem, seria mais bonito. A generalização, por si só, já é um erro! O governo agora é um coitado, nossa que dó!

  • Sinval Silva
    10 Out 2013 às 14:04

    Senhor Hugo, seu comentário e pensamento faz jus ao à sua realidade. Mostra que não deu e nem dá valor à educação ou seja, não estudou e agora está servindo de escravo e ganhando mixaria.

  • Dr. Glabobhs BG
    10 Out 2013 às 13:48

    Pelo jeito esse ano esta perdido para os alunos... Se o governador não antecipar o início do reajuste para esse ano 2013, a greve tende a se estender até o natal...Ainda Bem que o Governador, os deputados e corja que eles defendem não tem filhos na escola pública... Nessas só filhos de trabalhadores braçais, operários, professores e demais funcionários públicos...Ou seja gente sem importancia pra esses representantes do Povo... Continue assim professores, unidos e fortes, vão vencer esses latifundiários escravocratas...

  • JOSH wEHDON
    10 Out 2013 às 13:34

    to vendo que o hugo faltou a escola... kkkkkkkkkkkkkkkk depois reclama dos professores. É facil falar que os professores "ensinam nas coxas". Dão aulas sem estrutura, sem valorização e sem curso de capacitação e atualização. Como que vai melhorar isso?? Professores melhores e mais bem qualificados preferem a iniciativa privada que paga mto melhor. soh pra rir da reclamação

  • lucia
    10 Out 2013 às 13:28

    Realmente a educação vai de mal a pior, nota-se pelos comentários de alguns. Um país desenvolvido valoriza-se os professores e seus cidadães colhem esses frutos. Com esse tipo de mentalidade não adianta nem argumentar, pois pessoas que usam esses termos, nunca frequentaram uma escola, ou se frequentou eram aqueles alunos que iam só para badernar e atrapalhar os que realmente queriam aprender. E se os professores ensinam nas "coxas", imagina então com que parte do corpo os alunos aprendem. Lamentável.

  • Observador
    10 Out 2013 às 13:16

    O Sintep/MT deveria ter a grandeza e a coragem de propor o fim desta greve. É tempo de recuar. O governo já avisou que não tem recursos para conceder o reajuste ainda neste ano. A secretária de educação (que é do PT) também já reiterou isso.

  • euripedes
    10 Out 2013 às 13:16

    O Hugo, que teceu falsos comentários a respeito da classe de professores, parece-me que está desenformado ou não conhecimento de movimento grevista. Ou será que você Hugo, não faz parte de nenhuma categoria de trabalhador? Pelo que vejo, você tem pouco conhecimento. Mas, ainda há tempo, volte para a escola. Quem sabe você ainda poderá ser um bom professor e, concordar com as aberrações manifestadas por parte do poder executivo estadual? Os professores estão corretos, vivem se matando para transmitir o conhecimento, em condições precárias, principalmente no que se refere a parte estrutural dos estabelecimentos de ensino, bem como recursos tecnológicos. vamos a luta, acredito que o Governador não tem coragem de sair a candidato a Senador, porque ele está muito desgastado e, sem qualquer assessoria para orientá-lo. A secretária de Educação também é professora, todos ganhos que os professores conseguir nesta batalhar somará também no seu salário. Preste atenção.

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