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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

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Suinocultores de Mato Grosso pedem 'socorro' ao Mapa diante crise do setor

Da Redação - Viviane Petroli

02 Ago 2016 - 15:16

Foto: Reprodução/Internet/Ilustração

Suinocultores de Mato Grosso pedem 'socorro' ao Mapa diante crise do setor
Os suinocultores de Mato Grosso pediram "socorro" ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) diante a crise pela qual o setor passa e que vem tirando produtores da atividade. Os criadores solicitaram com "urgência" linhas de crédito, redução da alíquota de ICMS(na comercialização estadual e interestadual de suínos vivos de 12% para 7%) e a inclusão na Política de Garantia de Preços Mínimos.

As demandas foram entregues ao Ministério no último dia 29 de julho ao secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, durante reunião com representantes da cadeia produtiva de suínos, bovinos, aves, ovinos e peixes, além do vice-governador Carlos Fávaro e do secretário de Política Agrícola do Ministério, Neri Geller.

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Um panorama da atual suinocultura mato-grossense foi apresentada pela a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) na ocasião, que há cerca de um ano passa por uma nova crise com preços baixo de mercado, alto custo de produção, escassez do milho, falta de políticas de incentivos e financiamento da produção de animais.

Mato Grosso possui 416 granjas comerciais espalhadas em 33.678 propriedades cadastradas. O plantel conta com 1,5 milhão de cabeças de suínos, dos quais 138 mil são matrizes, conforme dados da Acrismat. O setor gera 3.505 empregos diretos e outros 10.515 indiretos.

O Estado é o quinto maior produtor de suínos e uma das maiores preocupações, hoje, dos criadores é quanto a elevação do preço da saca de 60 quilos do milho que encontrasse em média a R$ 30,77. O temor dos suinocultores é que o preço do cereal chegue próximo aos R$ 50 ou ultrapasse tal valor.

O o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, comentou que alguns criadores "estão optando em plantar o milho na tentativa de garantir sua sobrevivência neste período conturbado e precisam de apoio no 'estoque de passagem'".

Além da necessidade de financiamento/linha de crédito permanente para a retenção de matrízes suínas, com prazo de reembolso de até três anos, incluídos até 24 meses de carência, o diretor da Acrismat pontuou que outra alternativa para o setor seriam os Empréstimos do Governo Federal (EGF), porém com valor cheio (100%) do valor da saca com preço já reajustado (18,09 e não os atuais 13,56), e não apenas 70% do valor do preço mínimo.

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