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PR vai vacinar 9,5 milhões de animais contra aftosa

Folha Web

02 Mai 2013 - 07:07

Campanha começou ontem em todo o Estado; primeira dose deve ser aplicada em bovinos e bubalinos de até 24 meses. A primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que começou no dia 1º de maio, será realizada até o final deste mês. A vacinação em maio é obrigatória para aproximadamente 4,4 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos de até 24 meses de idade, o que corresponde a 46% do rebanho atual do Estado, estimado em 9,5 milhões de animais. Até o final deste período, o produtor deve efetivar a compra, aplicação e comprovação da vacinação do seu rebanho. Na segunda etapa, em novembro, é obrigatória a vacinação para 100% do rebanho.

A imunização em duas etapas e por faixa etária ocorre desde 2009 quando foi alterado o sistema de vacinação no Paraná. A vacina tem a validade de um ano e a taxa de efetividade é de aproximadamente 95%. Assim, como o animal mais novo não recebeu muitas vacinas desde que nasceu, recebe duas doses anualmente para evitar o risco de estar entre os 5% de exceção.

Neste ano, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) criou um sistema on-line de cadastro. Pela internet é possível declarar informações do rebanho, como a quantidade de animais existentes e vacinados, a quantidade de doses aplicadas, o laboratório em que a vacina foi adquirida e a sua validade.

O procedimento pode ser realizado diretamente no site da Adapar (www.adapar.pr.gov.br). O sistema on-line de comprovação da vacina foi desenvolvido pela Adapar em parceria com a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). Para validar o processo é preciso que o revendedor da vacina também faça a comprovação da venda do produto ao criador.

O produtor que preferir o método tradicional pode fazer a comprovação da vacinação do seu rebanho nas unidades locais de Sanidade Agropecuária, distribuídas pelo Estado.

"É necessário que cada produtor vacine o seu rebanho. Ainda estamos sofrendo os efeitos do episódio de aftosa no Estado de 2005", destacou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Ele disse que a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) não vai fiscalizar todos os produtores para verificar se realizaram a vacinação. Mas, caso a Seab receba informações de rebanho não vacinado, a multa é de cerca de R$ 100 por cabeça. "Vamos atrás de quem não fizer o registro da vacinação", disse.

Segundo ele, desde 2005 o Estado sofre com a negativa de acesso a bons mercados. "É inadmissível o retorno da aftosa por deixar um animal sem vacina", declarou.

Hoje, o Paraná é considerado área livre de aftosa com vacinação e tem este status reconhecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Bovino de Corte (ANPBC), Alexandre Turquino, considera que a vacinação é importante porque protege o rebanho. "O produtor rural tem que fazer a parte dele", afirmou.

O custo por vacina é de R$ 1,20, o que ele não considera um valor caro. "Se vier um foco de aftosa no Estado o prejuízo é grande e as perdas estão em parar as exportações e fechar barreiras comerciais. Comercialmente, isso seria muito ruim para a pecuária nacional", avaliou.

Ele acredita que o sistema on-line vai facilitar o registro que é feito pelo produtor. "Hoje, o produtor tem que levar pessoalmente a declaração em uma das unidades da Seab. Vejo a novidade com bons olhos", declarou.

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