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Segunda-feira, 29 de abril de 2024

Notícias | Agronegócio

Em meio ao plantio, 63% da safra de soja mato-grossense já está negociada

As primeiras sementes de soja da safra 2012/2013 ainda nem germinaram e 63,1% (15,2 milhões de toneladas) das 24,1 milhões de toneladas do grão já foram comercializadas em outubro. Os preços futuros do bushel (27,21 quilos) ainda em alta seguem estimulando os sojicultores a continuar vendendo antecipadamente. Ontem, para vendas no mercado futuro em novembro deste ano o bushel da soja estava cotado em US$ 15,09 (R$ 30,72) e para março de 2013 o valor é de US$ 14,83 (R$ 30,19), com o dólar a R$ 2,036 (valor de ontem).

Ao contrário da soja, as vendas do milho safra 2011/2012 estabilizaram em 89,8%, avançando apenas 0,3% ante setembro deste ano em decorrência da retração de preços da saca do cereal.

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as vendas da soja futura estão avançadas em 10,6 pontos percentuais (p.p) em comparação ao período em 2011, quando 52,5% da safra 2011/2012 havia sido vendida com antecedência. Em setembro deste ano, 61,4% da produção da oleaginosa havia sido vendida. “Os preços atrativos levaram os produtores a avançar nas vendas. Contudo, agora é momento de cautela e esperar o desenvolvimento da produção da soja para comercializar o restante”, explica o analista de mercado Cleber Noronha.

As vendas do milho safra 2011/2012 atingiram apenas 89,8% das 15,58 milhões de toneladas, um avanço de apenas 0,3 p.p ante setembro e um atraso de 6,8 p.p em relação aos 96,6% da safra 2010/2011 em outubro do ano passado.

Segundo Noronha, as vendas de milho avançaram pouco devido ao preço do cereal estar recuando. O último boletim semanal do Imea revela a saca do milho cotada em média a R$ 17,55, 2% a menos que na primeira semana de outubro. Entretanto, ao comparar com outubro de 2011 os preços médios foram semelhantes.

“O milho que temos ainda para vender é o excedente da produção. As empresas já compraram o que tinham em mente, o que está levando a desvalorização do produto. Os produtores aguardam agora melhores preços para intensificar as vendas tanto para o mercado interno, que é o balizado de preço do cereal, quanto para o externo, diz o analista.
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