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Em Cuiabá, Blairo Maggi diz que somente agronegócio pode tirar o Brasil da crise econômica

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

26 Mai 2017 - 08:25

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Blairo Maggi lembrou o caso de sucesso de Mato Grosso: há 40 aos, produzia 30 mil toneladas de grãos; hoje, 60 milhões de toneladas por ano

Blairo Maggi lembrou o caso de sucesso de Mato Grosso: há 40 aos, produzia 30 mil toneladas de grãos; hoje, 60 milhões de toneladas por ano


O crescimento do agronegócio, principalmente com a conquista de novos mercados, é estratégico para que o Brasil saia da crise com mais rapidez. A tese foi apresentada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, senador Blairo Maggi (PP), durante o Seminário Agronegócios – A Força do Campo, nesta quinta-feira (25), no salão Ágora do Gran Odara Hotel, em Cuiabá.
 
Blairo Maggi confirmou que a meta do Ministério da Agricultura é elevar a participação brasileira no comércio mundial de produtos agrícolas, que hoje é de 6,9%, para 10%, em menos de quatro anos. “Embora seja uma meta bastante ambiciosa, temos que mudar alguns paradigmas para chegar nesse contexto”, ressaltou ele, que tem viajado a diversos países para da Europa e Oriente Médio.

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Ao lado do governador José Pedro Taques (PSDB), o ministro da Agricultura destacou que Mato Grosso é um case de sucesso, no agronegócio e elogiou a entrada do Santander no ramo de financiamento agrícola. “É importante um novo modelo financiamento. Banco novo que chega na praça, para expandir os seus negócios, para o que o Brasil tem de melhor, que é a agropecuária”, observou Maggi.
 
E, na expansão dos mercados, Mato Grosso tende a contribuir decisivamente, segundo Maggi. “Mato Grosso é um case, nesse negócio: há 40 anos produzia 30 mil toneladas de grãos e, hoje, quase 60 milhões por ano”, ponderou o titular do Ministério da Agricultura e Abastecimento.
 
Uma das estratégias citadas pelo representante do ministério é o investimento em áreas nas quais a participação brasileira é pequena no mercado mundial. Além disso, Maggi acredita que é preciso agregar valor aos produtos para que eles se tornem mais atrativos aos potenciais compradores.
 
“Nós temos um conceito para mostrar ao mundo, que é a sustentabilidade. O Brasil tem 61% do seu território preservado, sendo 11% do território nacional preservado nas propriedades rurais. Esse conceito de sustentabilidade precisa estar em nossos produtos”,  justificou ele.
 
Recentemente, Blairo Maggi esteve no Oriente Médio e o diálogo ficou bem encaminhado. Ele alertou que Brasil precisa superar o risco de ser ultrapassado em nível de participação no mercado. “Nós somos competitivos em apenas 42% do mercado internacional do agronegócio, que é composto de em torno de US$ 1 trilhão. Mas tem um outro universo de 58% em que não somos competitivos”, que defendeu ficar em situação de alerta para países como a China, que está ‘de olho’ nessa fatia de mercado onde a participação brasileira é pequena.
 
A competitividade dos produtos agrícolas nacionais é prejudicada pelas alíquotas tarifárias levantadas por países onde os custos de produção são inferiores aos do Brasil. Ele ressaltou, ainda, que o agronegócio representa, atualmente, 35% do PIB paranaense.
 
São e salvo
Os desdobramentos da crise política em Brasília, após a apresentação da gravação do presidente Michel Temer (PMDB) pelo empresário Joesley Batista, da JBS Friboi, provocou solavancos, mas ainda não derrubou a confiança do agronegócio brasileiro, atualmente o mais importante setor da economia do país.  Maggi citou que Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de soja, com cerca mais de 30 por cento da produção nacional.

6 comentários

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  • joaoderondonopolis
    26 Mai 2017 às 12:40

    Ministro viu aí 100% dos comentários são contra o agronegócio e maus políticos como... .O governador de MT não tem coragem de taxar, mas a AL deveria tomar uma decisão e taxar o agronegócio, mas e as doações de campanha? Ministro com 100% dos comentários contra , tenha um ato de grandeza, peça para sair.

  • ANDRE CINICO SILVA
    26 Mai 2017 às 12:06

    O DURO NÃO É NOJO DE POLITICO, O NOJO É TAMBEM DE ELEITORES QUE ELOGIAM POLITICOS ANTIGOS. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK................. TRISTE POVO BRASILEIRO................... AINDA ACREDITAM EM LENDAS DO PASSADO.

  • ANDRE CINICO SILVA
    26 Mai 2017 às 12:05

    TIRAR DA CRISE? MAS FOI O AGRONEGOCIO QUE BOTOU A CRISE NO BRASILLLLLLLLLLLLLLLL ILLLLLLLLLLLLLL ILLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL .............JBS NÃO É AGRONEGOCIO? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • Wagner
    26 Mai 2017 às 10:07

    Deixe como está Senador. Nós já sentimos na pele este tipo de socorro. O Joesley nos mostrou.

  • Eduardo
    26 Mai 2017 às 09:57

    Como assim? Com a desonareção fiscal os danos a malha viária, pontes e até aos municípios com o transporte da produção está sendo pagos com a arrecadação do comércio, indústria e exxeço de tributação sobre os mais pobres. Somente os lucros estão concentrados.

  • joaoderondonopolis
    26 Mai 2017 às 09:31

    Até que enfim o ministro deu uma certa, em dizer que o agronegócio pode tirar o país da crise econômica, com esta declaração o governador de MT está autorizado a tributar o agronegócio em pelo menos 17% o que era cobrado no governo de Dante de Oliveira. Dante de Oliveira foi o melhor governador, depois dele só tranc

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