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Após crise de aluno com transtorno comportamental, diretora chama a polícia; mãe relata que filho sofre preconceito

Da Redação - Vinicius Mendes

20 Out 2017 - 11:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Após crise de aluno com transtorno comportamental, diretora chama a polícia; mãe relata que filho sofre preconceito
Taiz de Camargo, mãe de um menino de 13 anos, portador de TDAH, fez uma postagem no Facebook relatando o despreparo da escola onde seu filho estuda, com relação à condição do adolescente. Na tarde desta quarta-feira (18), o garoto e a diretora da escola iniciaram uma discussão, após uma crise de impulso e nervosismo, e a Polícia Militar chegou a ser acionada. A escola não quis se pronunciar.
 
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Na postagem de Taiz, ela conta que com seis anos de idade seu filho foi diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), e que desde então vem recebendo acompanhamento médico. Ela matriculou o menino em uma escola evangélica na capital, há cinco anos, “para não faltar nenhum pilar no seu desenvolvimento e o mais importante, DEUS”. No entanto, ela disse que já presenciou outros episódios de preconceito com o garoto.

Ela narra que na tarde de quarta-feira, seu filho teve uma crise de impulso e nervosismo e durante a discussão, o garoto foi empurrado com força pela diretora, e se trancou em uma sala. A diretora então acionou a Polícia Militar para lidar com a situação. A mãe então recebeu uma ligação da diretora e se dirigiu à escola.

“Eu mesma já enviei Artigos, vídeos, monografias sobre o assunto, para os #educadores se inteirarem dos efeitos desse Transtorno. Deveriam ter se informado de como lidar”, disse Taiz em sua postagem.

Ao chegar ao local, a mãe encontrou as duas viaturas estacionadas em frente, e encontrou o menino ainda trancado dentro da sala, e um chaveiro que trabalhava para abrir a porta. Ela conta que o garoto foi encontrado de cabeça baixa e chorando muito, dizendo que estava “sendo injustiçado faz muito tempo pela escola, que todos mistificaram ele pelo TDAH e agora ele não consegue nem se defender mais”.

A mãe ainda disse que já houveram outras situações onde presenciou seu filho sofrendo preconceito por causa de sua condição. Depois da postagem, Taiz disse que já foi procurada pelo Ministério Público e pela Secretaria de Estado de Educação. Uma reunião com os representantes da escola foi marcada para esta sexta-feira (20). A mãe contou que ainda não sabe quais atitudes irá tomar.

“Eu não cheguei a ir atrás de ninguém. Já vieram até mim o MP, a promotoria, a Seduc, ele inclusive falaram que pretendem implantar um programa para melhorar a integração de alunos com TDAH nas escolas. Mas eu não tenho certeza do que vou fazer, estou meio abalada ainda, não sei se entro com algum processo, ainda vou pensar bem”, disse Taiz.

Durante toda a quinta-feira (19), a reportagem tentou contato com a Escola, mas sem sucesso. Na manhã desta sexta-feira (20), a reportagem do Olhar Direto foi até o Colégio Batista de Cuiabá, e conversou com a diretora Edna. No entanto ela afirmou que ainda estão realizando reuniões, não gostaria que o caso fosse publicado e que só quer se pronunciar na próxima semana.

44 comentários

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  • Roselei
    16 Nov 2017 às 13:42

    A culpa não é nossa,não é nós que escolhermos colocar nossos filhos numa escola convencional. Não existe escola pro meu filho TDAH ,eu sou daquelas pessoas que fico calada sei de muita coisa e estou quieta. Meu filho foi discriminado pela prof várias vezes e eu não fui a escola registrar isso. Daí só TS registrado o que meu filho faz de errado.

  • Maria Jose Saretto Diniz
    05 Nov 2017 às 22:20

    Na realidade, ninguem sabe lidar com as diferencas. O professor nao eh capacitado e passa sufoco. A equipe pedagogica, nao da o suporte necessario a este professor. O mestre que se vire. Entao da nisso. Infelizmente. Ha 60 anos atras havia classes especializadas com professor. Capacitado porque escolhia trabalhar com essas criancas. Claro, ganhava bem mais e havia poucas criancas na sala. Hoje, simplesmente, colocam a crianca na sala e nao dizem mas, o profesdor que se vire. Sou contra essa forma de inclusao. Sou a favor da inclusao mas nao desta forma.

  • JAQUELINE PATRICIA DE OLIVEIRA
    05 Nov 2017 às 12:49

    diretora me empurrou o que que devo acontecer com ela

  • Elisangela Coelho
    25 Out 2017 às 21:17

    Não podemos julgar a escola, algo não está encaixando . Para uma escola acionar a policia algo de muito grave ocorreu. Jamais a escola iria fazer uma propaganda negativa e expor os demais alunos por falta de preparo. Falta de preparo é da família que só quer direitos e não deveres. Falar que professor não é preparado é muito fácil, quero ver você que faz críticas assumir uma sala de aula com 25 a 30 alunos e no final do ano entregar preparados com qualidade para série seguinte. Limites e respeito é papel da família. Coitado é da professora, da coordenação e principalmente de outros alunos que são obrigados passar por essa situação. Sei que não é fácil, porém as atitudes dos nossos filhos ainda crianças e menor de idade são de responsabilidade dos pais. A

  • Gisselle
    23 Out 2017 às 08:29

    Sou mãe de tdah. Somente nós pais sabemos o quanto as escolas estão despreparada para lidar com nossos filhos. Se não tiver amor, não tem nada feito.

  • Crispina Elaine Lopes de Vargas
    23 Out 2017 às 08:26

    Compreendo a situação difícil tanto da escola, quanto da mãe. Pois os transtornos são muito difíceis de tratar. O aluno portador de qualquer transtorno tem muita dificuldade na interação social, ele não sabe interagir, os colegas não compreendem suas características. Asituação fica muito difícil, pois nem todas as escolas estão preparadas para lidarem com estas situações especiais, e saem do controle. Sou professora, às vezes passamos por situações bem difíceis. E também sou mãe de criança especial TEA, ela é muito tímida, e sofre pela agitação da escola, e se intimida ainda mais. A escola também não consegue estimulá-la a ficar na escola. Então ela falta. A inclusão escolar é um quadro dramático em nosso país. A Lei da inclusão precisa de revisão. Atirar nossos filhos nas escolas regulares é uma covardia. Sofrem bullying e as escolas se omitem, negam. E nossos filhos sofrem demais. Precisamos das Escolas Especiais, ou classes especiais para termos outras opções, e não ficarmos reféns das escolas regulares, que não atendem nossos filhos como eles precisam

  • MARIA DE FATIMA GOMES DA SILVA FONSECA
    23 Out 2017 às 05:59

    Infelizmente a tal da inclusão, nao sai do papel. A maioria das escolas, não tem o menor interesse de ajudar, só querem alunos padrão. A criança com TDAH, se torna a culpada de tudo o que acontece na escola, criando um pressão psicológica muito grande. Quando a crianças /adolescente explode, ninguem lembra do que gerou a situação,e ela mais uma vez fica taxa e recriminada.

  • Alena Rosa
    22 Out 2017 às 23:53

    Há duas questões aí: uma delas é o despreparo da escola, sim, porém uma outra questão é grande parte das famílias que tem filho com algum transtorno achar que a escola vai dar conta de tudo, "tem" que dar conta de tudo e áiáiái que não saibam o que fazer. Quando as próprias famílias passam um sufoco com uma única criança problemática em casa. Tá muito fácil condenar a escola. É pra lá que a sociedade está mandando todos os seus problemas. E enquanto nem as famílias sabem o que fazer, as escolas que se virem. Elas "tem" que se virar. Não é?

  • Rosiane Gomes
    22 Out 2017 às 23:17

    Meu filho é portador de TDAH e sinto o despreparo de alguns educadores em lidar com as crianças q necessitam desse amparo. Até as atividades desmotivam o aprendizado por não se tornarem interessante e a conduta dos profissionais em relação as outras crianças q deveriam ser de acolhimento não é muito sentida. Sou bastante participativa na escola e sinto q isso ajuda muito a relação dele com o corpo docente. Mas realmente vejo a necessidade desses profissionais aprimorarem o conhecimento sobre essas diferenças, para q não pré julgem ninguém antecipadamente, essas crianças são rotuladas tanto quanto os seus responsáveis.

  • Luciana
    22 Out 2017 às 23:16

    Eu fico indiguinada com uma escola de crentes trata uma criança com um problema tão sério, com tanto despreparo e desrespeito dessa que se diz diretora, já aconteceu com meu filho algum parecido, mas quem chamou a polícia para o diretor foi eu,peguei ele batendo boca com meu filho e o chamando de mentiroso,falei para o mesmo que aquela situação nunca mas iria acontecer,pois eu iria acionar a policia para ele(o diretor) e a justiça e assim fiz,no dia seguente fui na delegacia da infância e juventude e abri um boletim de ocorrência contra o diretor,fiz corpo de delito no meu filho,e o mesmo foi convocado a comparecer na delegacia,o mesmo ficou com tanto medo que na frenta da delegada jurou que dá quele dia em diante trataria meu filho,como filho dele e prometeu que não haveria mas descriminação por parte da escola contra meu filho,pronto rapidinho ficou tudo em paz.

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