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Cuiabá registra 40 novos casos de HIV por mês; campanhas alertam sobre casos

Da Redação - Vinicius Mendes

13 Fev 2018 - 09:48

Foto: Ilustração

Cuiabá registra 40 novos casos de HIV por mês; campanhas alertam sobre casos
A coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/Aids da Secretaria Municipal de Saúde, Mariella Padilha, afirmou que a cada mês 40 novos casos de HIV são registrados em Cuiabá. O número de infectados em 2017, com relação a 2016 aumentou de 365 (2016) para 432 (2017), sendo a maioria casos de homens jovens. A Secretaria Municipal de Saúde e o Ministério da Saúde já iniciaram campanhas de conscientização e orientação sobre o vírus e outras doenças sexualmente transmissíveis.

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De acordo com a coordenadora Mariella, nos últimos anos está sendo observado um aumento no número de infectados por HIV. Ela acredita que os avanços no tratamento da doença diminuíram a preocupação das pessoas com relação à proteção.

“Eu acredito que não se pode culpar a pessoa por não usar, até porque não se sabe o que se passa na cabeça dela no momento. Mas antes a epidemia tinha uma cara, na época que morreu o Cazuza, as pessoas tinham medo, então eu acredito que hoje, como as pessoas com HIV tem uma qualidade de vida, não morrem pela doença se seguirem o tratamento, que é todo gratuito pelo SUS, com acompanhamento de especialistas, com isso tudo eu acredito que as pessoas perderam o medo e com isso hoje temos esta epidemia diferente”, disse.

Mariella também disse que neste período de carnaval aumenta o número de infecções, já que as pessoas não costumam se preocupar quando vão se relacionar com um parceiro.

“Infelizmente no carnaval aumenta sim. Época de festa, tem muitas drogas envolvidas, as lícitas e ilícitas, e as pessoas na hora que vão namorar esquecem de usar o preservativo, correndo o risco de contrair o HIV ou outras DST’s”.

Os dados do Serviço de Assistência Especializada (SAE) de Cuiabá mostraram que em 2017 foram registrados 432 novos casos de HIV, enquanto em 2016 foram registrados 365. A maioria dos infectados ainda é do sexo masculino, 67,9%, enquanto a porcentagem de mulheres é 32,1%.

A Secretaria de Estado de Saúde também divulgou os números relacionados a HIV/AIDS em Mato Grosso entre os anos de 2010 e 2017. O número de homens infectados neste período foi 4.847 e o de mulheres foi 2.722. As faixas etárias com o maior número de infecções foram de 20 a 34 anos (com 2.105 casos) e de 35 a 49 anos (2.255 casos).

Para combater a transmissão da doença, as ações do IST da Secretaria Municipal de Saúde começaram no dia 16 de janeiro. Está sendo feita entrega de preservativos e gel, além de palestras nas unidades básicas de saúde e orientações em parques e rodovias.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou nesta terça-feira (6) o envio de mais de 100 milhões de preservativos para todo o país. De acordo com ele este quantitativo é relevante porque, como um dos motes da campanha é #vamoscombinar, o Ministério quer que os foliões de todo o Brasil, em conjunto com seus parceiros, se conscientizem da importância do uso de preservativos.  Para Barros, campanhas como essa, que se estenderão por todo o ano em diversas festas populares ao longo de todo o ano, irão possibilitar ao país reduzir não só os números de HIV e aids, como também de outras infecções sexualmente transmissíveis.

4 comentários

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  • Jack juina
    23 Mai 2018 às 12:48

    Onde que faz o tratamento?????

  • Paulo
    22 Mai 2018 às 19:46

    É preocupante a coordenadora de um programa importante e emergente como este ter pensamento segregante. Sua opinião é um tanto preconceituosa e persecutória com quem convive com o HIV . Sua colocação responsabiliza as pessoas que convivem com o HIV e/ou AIDS de irresponsavelmente ou propositalmente (sabe se la o que passa pela cabeça) aumentarem a pandemia. Minha senhora Heterossexuais também fazem sexo. Casados e casadas também fazem sexo. Alias costumam ser poligâmicos e fazem às escondidas de seus parceiros(as). Que desconhecimento é esse de achar que “o pecado da carne” acontece so no carnaval? Entre agora numa salas de bate papo de um dos vários aplicativos de encontros. São aplicativos de “fastsexo”... Passeie pelas boates e festas desta cidade. Nao sejas piegas. O sexo acontece a todo tempo e de qualquer jeito. Engana se em pensar que a liberalidade é da população sabiamente diagnosticada.

  • Usuário SAE
    22 Mai 2018 às 18:21

    O SAE não tem nem equipe preparada para atender às demandas das pessoas vivendo com HIV. Infelizmente deparei com uma situação gravíssima recentemente. Quanto às atividades de prevenção, onde estão ocorrendo? Pq nunca vi e nem ouvi falar. Carnaval por exemplo e não vi uma equipe da saúde distribuindo preservativo, exceto gato pingado na rodovia. UMA VERGONHA! Todos estados tem trabalhos incríveis. Só aqui estamos atrasados!!!! Tem que tirar esse povo que está aí há anos e nada faz.

  • Ashley Maria
    14 Fev 2018 às 17:33

    Essa reportagem está estranha, 67 casos de um ano para o outro e todo mês são detectados 40???

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