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Terça-feira, 15 de outubro de 2019

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Botelho admite lobby dos setores, mas diz acreditar na sensibilidade dos deputados

Da Reportagem Local - Carlos Gustavo Dorileo/Da Redação - Érika Oliveira

20 Jul 2019 - 10:45

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Botelho admite lobby dos setores, mas diz acreditar na sensibilidade dos deputados
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), avaliou como “normal” a aproximação de alguns deputados a setores que buscam a flexibilização da minirreforma tributária que tramita na Casa. Na avaliação do parlamentar, o lobby não irá refletir de forma negativa, desde que os deputados tenham “sensibilidade” da crise pela qual o Estado passa e da necessidade de readequação dos tributos.

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“Eu defendo o projeto e o entendimento dele, mas o lobby é normal. Agora, eu acredito que os deputados vão ter a sensibilidade, a sensatez de pesar a necessidade do Estado e a condição do empresariado. Não vejo que vá influenciar na decisão final”, defendeu Botelho.

Conforme noticiado pela coluna Picantes, um dos maiores críticos ao projeto elaborado pelo Governo, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) bancou esta semana um almoço para um grupo de deputados, logo após audiência na Casa que pedia justamente o fim da tributação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) sobre o milho.

A minirreforma tributária elaborada pelo Governo do Estado foi acoplada ao projeto de revalidação dos incentivos fiscais enviado à Assembleia Legislativa. O texto não cria novos tributos, mas modifica as aliquotas de contribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para alguns setores.

A matéria precisa ser aprovada até o dia 31 de julho, sob pena de Mato Grosso perder mais de 70 incentivos fiscais junto ao Confaz. A complexidade do projeto, por conta da minirreforma tributária embutida, provocou diferentes reações no Legislativo que setorizou comissões para analisar os impactos da proposta setor por setor.

O projeto aprovado na última quinta-feira (18) foi o original, elaborado pelo Executivo, mas um substitutivo integral deverá ser apresentado na próxima terça-feira (23). O texto final do PLC 53 deverá contar alterações propostas pelos deputados estaduais e algumas mudanças aceitas pelo Governo, que cedeu em alguns pontos.
 

4 comentários

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  • Pedro Mota
    20 Jul 2019 às 17:59

    Pessoal, ALMT, vocês são sabedores da situação do nosso Brasil, especialmente de Mato Grosso. O Legislativo e culpado de tudo isto. Agora, querer fazer gracinha para beneficiar grupos abastados é trair, mais uma vez, os mato grossenses. Eta racinha que não deveria existir.

  • Contribuinte
    20 Jul 2019 às 11:56

    Se os empresários e latifundiários estão fazendo lobby contra é por que será bom para o povo.

  • VAMOS A LUTA POPULAÇÃO!
    20 Jul 2019 às 11:27

    AS PESSOAS ESTÃO CANSADAS DOS POLÍTICOS QUE NÃO DEFENDEM A POPULAÇÃO MAIS CARENTE E ATENDE AOS LOBBY DOS PODEROSOS COM DINHEIRO. POPULAÇÃO ESTÁ FICANDO CANSADA. E A RETIRADA DE DIRETOS DA CLT, RETIRADA DE DIRETOS DA APOSENTADORIA. SEM REPOSIÇÃO INFLACIONARIA NOS SALÁRIO MÍNIMO E SALÁRIOS DE SERVIDORES. DESSE FORMA O PODER DE CPMPRA DA CLASSE BAIXA E MÉDIA VAI ACABAR AI VAI TER EMPRESAS QUEBRANDO, COM ISSO GERA DESEMPREGO, QUE GERA FOME, QUE AUMENTO O SUB EMPREGOS, QUE DIMINUIU A POPULAÇÃO SE EDUCAR E CAPACITAR POIS TERÃO QUE TRABALHAR. QUE GERA CONFLITOS NAS CASAS DAS PESSOAS, ALGUMAS VÃO PARA CAMINHOS ERRADOS COMO BEBIDA, DROGAS, E PODEM VIRAR LADRÃO COMUM SEM SER OBDE COLARINHO BRANCO. ESSE TIPO DE SOCIEDADE QUE ESTÃO IMPONDO A POPULAÇÃO VÃO TER CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS EM POUCO TEMPO E ESPERAR PARA VER. POPULAÇÃO SE UNIÃO CONTRA POLÍTICOS QUE ESTÃO ACABANDO COM TUDOS OS SEUS DIREITOS E DEIXANDO SEM NENHUMA PROTEÇÃO LEGAL DO ESTADO. SÓ QUEM LUTA PELOS SEUS DIREITOS TEM DIREITO DE TÊ-LOS. VAMOS A. LUTA.

  • Giorgio Aguiar
    20 Jul 2019 às 11:13

    A matéria não "precisa ser aprovada até dia 31 de julho". O CONFAZ já prorrogou o prazo para 22 Estados até o dia 31 de agosto, basta Mato Grosso aderir a esta novo convênio. Com esta prorrogação o Estado poderia debater o assunto e não agir com tanta pressa na aprovação, difícil entender a resistência em aderir a prorrogação feita por praticamente todos os Estados da Federação.

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