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Frente em Defesa da Educação Pública lança manifesto e cobra posição da UFMT sobre 'Future-se'

Da Redação - Fabiana Mendes

13 Ago 2019 - 12:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Frente em Defesa da Educação Pública lança manifesto e cobra posição da UFMT sobre 'Future-se'
Representantes da sociedade civil organizada lançaram na manhã desta terça-feira (13) a Frente em Defesa da Educação Pública de Mato Grosso, uma organização de iniciativa popular que reúne os mais diversos movimentos sociais. Também foi lançado um manifesto em que foram elencados o que eles chamam de principais ataques à educação infantil, básica, tecnológica e universitária. Na oportunidade, foi cobrado um posicionamento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) quanto ao programa Future-se, lançado recentemente pelo Ministério da Educação (MEC).

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“Sonhamos com escolas de graça e de qualidade em todos os bairros; universidades públicas e gratuitas em todas as regiões do país para que o filho e filha da faxineira tenham estudos tão bons quanto os filhos e filhas dos patrões e fazendeiros, num projeto de redução das desigualdades no nosso país”, diz trecho do manifesto.

O texto cita que com o congelamento dos investimentos sociais por 20 anos, professores estão sendo criminalizados, escolas estão ficando sem merenda e sem estrutura básica, inclusive as universidades com corte de luz, salários e bolsas. Outro fato apontado foi o corte de 30% dos recursos das universidades e de 47% dos recursos da educação básica, para pagar juros a bancos, segundo apontam.

Dentre as atividades da Frente em Defesa da Educação Pública de Mato Grosso, está a Greve Geral, mobilização nacional que ocorre na tarde de hoje, na região central de Cuiabá, em Defesa da Educação e contra a Reforma da Previdência

O movimento luta por mais investimentos públicos em escolas, professores e pagamento imediato da Revisão Geral Anual (RGA) e dos salários cortados; Por 10% do PIB para a educação pública; Por uma educação vinculada às necessidades dos trabalhadores e seus filhos em detrimento do lucro; por mais oferta de escolas, creches e universidades públicas e gratuitas; Pela responsabilização do Estado pelos cuidados e educação de seu povo; Por uma educação, ciência e tecnologia voltadas ao desenvolvimento e bem-estar de seu povo em detrimento às empresas privadas; Pela não criminalização da arte e dos que lutam; pelo combate à discriminação de classe/gênero e raça/etnia.

Representante da Associação dos Docentes (ADUNEMAT), Edna Sampaio explicou sobre as pautas consideradas urgentes. Entre elas está a mobilização da Frente em Defesa da Educação Pública. Outra pauta seria pressionar a administração universitária para que se manifeste contraria ao programa Future-se, com objetivo, dentre outras coisas, “de aumentar a autonomia das universidades, através de parcerias entre a União e organizações sociais”.

“O Future-se nada mais é que um projeto antigo. Nada mais é que uma nova faceta da PEC 56B, da PEC370, só que com mais danos. O que o Consuni [Conselho Universitário] disse que precisávamos de tempo para conhecer. Nós conhecemos, os movimentos sociais conhecem e temos que exigir da universidade uma posição firme e clara para que não tenha dúvidas junto à sociedade que a universidade é contrária a esse projeto, na luta e defesa da universidade pública”, acrescentou.

Em sua primeira reunião de organização, participaram os representantes do SINASEFE/MT, Adufmat, SINTUF-MT, UNE-MT, DCE UFMT-Cuiabá, Unidade Classista, MST, Fórum Permanente de Saúde e também professores da rede municipal de Várzea Grande.

Coordenadora de comunicação da Adufmat, Lélica Lacerda pontuou que  o Brasil está em um processo acelerado de precarização da educação. "Nós sabemos, pela referência histórica, que todo país que destruiu a educação se destruiu enquanto país, porque um país para ser soberano, é necessário se investir massivamente em educação. Por isso, nesse momento em que o país corta 30% dos recursos das universidades federais, 47% dos recursos da educação básica, nós constituirmos uma frente e fazer com que o dia 13 de agosto não seja somente um dia de agitação pontual, mas o dia de lançamento de uma frente que promete uma luta contínua, esse é um movimento que nos dá bastante esperança de que nós vamos sair vitoriosos, já que a Educação vai derrotar o autoritarismo".

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