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Terça-feira, 22 de setembro de 2020

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Sem contenções e medidas de prevenção, projeção para MT era de 800 mil infectados

Da Redação - Vinicius Mendes

30 Mar 2020 - 07:47

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Sem contenções e medidas de prevenção, projeção para MT era de 800 mil infectados
Secretarias de Saúde tiveram acesso aos estudos realizados pelo Ministério da Saúde, com a projeção de número de infectados. Em Mato Grosso, a projeção inicial, sem contenções ou medidas de prevenção, era de 800 mil infectados. O número considerado, até o momento, é de 300 mil a 400 mil infectados no Estado. Destes, porém, cerca de 10 mil devem sofrer com os sintomas mais graves. De acordo com o secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, os esforços tem sido no sentido de espaçar esta contaminação, que é tida como certa, para que a Saúde Pública consiga suportar a demanda.

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Possas explicou que o vírus tem uma progressão de contaminação muito rápida. A Secretaria Municipal de Cuiabá tem trabalhado com o pior cenário, de acordo com os estudos apresentados pelo Ministério da Saúde. Os piores períodos devem ser a segunda quinzena de abril e o mês de maio.

"O que já é esperado de contaminação vai acontecer, isso não tenho dúvida, o vírus transmite com muita facilidade. Mas do mesmo jeito que se transmite fácil, é também muito fácil de ser eliminado, tanto que lavar as mãos com água e sabão é suficiente para eliminá-lo ali da pele. Então se conseguirmos segurar, estender esta linha de pico por dois ou três meses, o sistema público vai suportar a demanda", afirmou o secretário.

A projeção inicial apresentada para Mato Grosso era de 800 mil pessoas infectadas. No entanto, com as medidas de contenção e prevenção este número cai pela metade. Possas disse que a Prefeitura de Cuiabá vem se preparando desde Janeiro para conseguir lidar com a pandemia, e que é possível a Saude Pública suportar a demanda.

"A projeção inicial era horrível, era de 800 mil infectados, mas com as contenções que os municípios fizeram isso baixou para entre 300 mil e 400 mil, e destes são cerca de 2% que irão precisar da Saúde Pública, mas isso ainda assim é muita gente, por isso que temos que espaçar esta contaminação para uns dois ou três meses para ter condições de atender todo mundo", disse o secretário.

Segundo o secretário, 98% dos infectados não vão chegar a sentir febre ou falta de ar. Porém, eles trabalham com uma estimativa de 10 mil pessoas que devem sofrer com os sintomas mais graves. Por causa disso ele recomenda que quem tiver apenas tosse ou sintomas de resfriado, que não procure os hospitais, já que isso poderá superlotar as unidades de saúde e prejudicar o atendimento a quem realmente precisa.

"O prefeito agiu na hora certa, fez o dever de casa, retraiu os meios de disseminação da transmissão. E este é um vírus que, se entrar no seu corpo, até o décimo dia é possível transmitir, depois disso não é transmissível, então tendo o cuidado, nos preocupando com os grupos de risco, nós conseguiremos baixar a taxa de mortalidade, em comparação à média do Brasil", disse.

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