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Sábado, 26 de setembro de 2020

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Secretário diz que recebeu muitos pedidos de afastamento ‘fajutos’, mas pede desculpas aos profissionais de saúde

Da Redação - Isabela Mercuri

02 Jul 2020 - 11:50

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Secretário diz que recebeu muitos pedidos de afastamento ‘fajutos’, mas pede desculpas aos profissionais de saúde
Em ‘tréplica’, após repudio do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM) e do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT), o secretário municipal de saúde de Cuiabá Luiz Antonio Pôssas publicou um artigo pedindo desculpas aos profissionais que se ofenderam. Ele afirmou, ainda, que quando falou dos que se acovardaram, referia-se aos diversos pedidos de afastamento “fajutos” que a Secretaria recebeu.

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“Tivemos pedidos de afastamento de mais de 1500 profissionais da saúde desde que a pandemia começou e cada pedido destes foi periciado. Muitos destes pedidos foram indeferidos pelo médico que fez a perícia, pois ele constatou que não havia motivos para estes profissionais não trabalharem. São esses profissionais que eu disse que se acovardaram, pois ao invés de se juntarem às equipes que estão combatendo a pandemia, decidiram se esconder atrás de um atestado fajuto”, afirmou Pôssas.

Sua primeira declaração foi dada em uma entrevista ao programa MTTV 1ª edição, da TV Centro América. O CRM e o Sindimed se manifestaram negativamente na última quarta-feira (1). No artigo, Pôssas ainda afirmou que a guerra é contra um “inimigo comum”, e disse que a Prefeitura começou a se “armar para este combate em janeiro, quando ainda não tínhamos nenhum caso no Brasil”.
 
“Vocês são verdadeiros heróis, que honram as profissões que escolheram. É preciso gostar de gente para cuidar de gente, e vocês, médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, entre vários outros profissionais que atuam na linha de frente merecem o agradecimento e a admiração de toda a população”, completou o secretário.

Pôssas terminou afirmando que o momento não é para “brigas políticas, de boicotes, de acusações... Agora é hora de união contra este inimigo que já ceifou mais de 60 mil vidas no país e quase 200 só aqui em Cuiabá” e finalizou: “Nós, gestores e os profissionais da saúde não somos o inimigo! Nós estamos trabalhando arduamente para salvarmos vidas! Precisamos de toda a ajuda possível para ganharmos esta guerra e voltarmos ao normal. E só vamos ganhar se estivermos unidos!”.

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