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Terça-feira, 01 de dezembro de 2020

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Presidente diz que características não batem com enfermeiro acusado de estupro e cobra investigação

Da Redação - Fabiana Mendes

19 Out 2020 - 17:27

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Presidente diz que características não batem com enfermeiro acusado de estupro e cobra investigação
O presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT), Antônio César, se manifestou, nesta segunda-feira (19), sobre o episódio de um enfermeiro acusado de estupro nas dependências da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), no último sábado (17). Segundo ele, as características do profissional não batem com as descritas pela vítima.

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“Na escala de serviço de sexta para sábado, quando supostamente ocorreu o estupro, só existia um profissional de enfermagem do sexo masculino e um médico. A paciente fala de um homem negro que vestia roupa verde. Na UTI, todos estavam de roupa branca e não existia nenhum homem negro. Ou seja, essa descrição não cabe para o médico, nem para o enfermeiro”, disse o presidente em entrevista ao Olhar Direto.

Antônio também cobrou investigação e disse que aguarda laudo da Perícia Técnica (Politec). “Todas as pessoas suspeitas deverão ser triadas e vai aparecer quem realmente fez isso com a paciente. Somos solidários com a paciente vulnerável, ainda mais em situação de internação, o que mostrou que não há segurança. Mas a gente ficou muito indignado com a afirmação de que teria sido o enfermeiro. Acho que a gente precisa investigar melhor isso e nós faremos o que compete ao Conselho”, acrescentou.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que o plantão é composto por cinco técnicos de enfermagem, um fisioterapeuta, dois enfermeiros, um médico e um supervisor que cuida de todas as UTIs. A diretoria do HMC disse que, assim que soube da situação, chamou imediatamente a polícia, que esteve no local e colheu informações para investigar o caso. 

“Houve uma acusação, mesmo que a descrição não caiba, pois, o enfermeiro não é negro e não vestia roupa verde. Ele estava trabalhando de roupa branca, assim como os demais profissionais da UTI. [...] Até que se investigue, eu acho precipitado qualquer afirmação. Além dele, havia outro profissional que é o médico. Por que acusar o enfermeiro? [...] É precipitado acusar a enfermagem desta forma”.

“O posicionamento nosso é de indignação pelo não benefício da dúvida e por acusar a categoria de uma atitude hedionda como estupro. A gente vai investigar, apurar e só depois, apontar realmente o culpado”, finalizou.

Após o episódio, todos os homens do plantão foram afastados de suas funções. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. 

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