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Domingo, 17 de outubro de 2021

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Não vingou?

Greve dos caminhoneiros: saiba situação das rodovias federais do Estado nesta segunda

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Greve dos caminhoneiros: saiba situação das rodovias federais do Estado nesta segunda
A convocação nacional feita pelo Conselho Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (CNTRC) para uma nova greve dos caminhoneiros, nesta segunda-feira (1º), parece não ter vingado em Mato Grosso e praticamente todo o país. Nenhum ponto de bloqueio foi verificado ao longo das rodovias do Estado, tampouco manifestações.

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Segundo a Concessionária Rota do Oeste, responsável por administrar trechos em Mato Grosso e a assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trânsito está livre nas rodovias federais que cortam Mato Grosso. Não há registro de nenhuma manifestação até o momento também.

Olhar Direto já havia antecipado que os sindicatos de Mato Grosso não deveriam aderir ao movimento. 

O diretor executivo da Associação das Empresas do Transporte de Carga de Mato Grosso (ATC), Miguel Mendes, afirmou que a maioria das entidades sindicais, associativas e cooperativas são totalmente contrárias a esta convocação.
 
“O Conselho Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (CNTRC) é uma entidade recém-criada, com pouca representatividade e que não teria esta liderança para convocar a paralisação nacional. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) é reconhecida como nossa representante legitima e já se colocou contrária a greve”, disse Miguel ao Olhar Direto.

No país, poucos pontos de manifestação foram registrados. Há informações de rodovias fechadas em estados como São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

A Rodovia Castello Branco também está parada desde às 6h na altura de Barueri (SP). Segundo informações do UOL, motoristas também fizeram uma caminhada pelas duas pistas da direita da rodovia.

Convocação
 
O Conselho Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (CNTRC) enviou um ofício ao governo federal confirmando a paralisação da categoria a partir da próxima segunda-feira, 1º de fevereiro. A decisão foi por suspender, de forma coletiva, temporária, pacífica e parcial as atividades dos trabalhadores autônomos e empregados em transporte rodoviário de cargas no país.
 
Entre as demandas dos caminhoneiros, estão uma aposentadoria especial para o setor, piso mínimo estabelecido para frete e fiscalização mais atuante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a fazer um apelo na quarta-feira (27) para que o movimento não fosse à frente.
 
No ofício, assinado pela diretoria executiva do CNTRC, a categoria diz que há insatisfação com a Petrobras sobre o aumento do preço do diesel e diz que a política de preços de paridade de importação não é errática, mas “conscienciosamente lesiva” para o mercado doméstico e o setor de transporte.
 
Durante a greve, 30% do total dos trabalhadores continuarão trabalhando, segundo o ofício, que foi encaminhado também ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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