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Sábado, 19 de junho de 2021

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ATENÇÃO REDOBRADA

Cuiabá teve quase 1 mil casos de dengue, 37 de Chikungunya e 14 investigações de zika

Foto: Luiz Alves

Cuiabá teve quase 1 mil casos de dengue, 37 de Chikungunya e 14 investigações de zika
Cuiabá teve 947 notificações de dengue, 37 de Chikungunya e 14 investigações sobre a zika, durante o ano passado. Os dados são da Vigilância Epidemiológica e foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). No mesmo período, houve quatro casos de notificações de grávidas com zika vírus. 

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Os dados acendem um alerta, pois com a mistura do calor cuiabano e o início do período chuvoso, os cuidados com a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, devem ser redobrados.     
  
“O que mais as pessoas esquecem é de vedar e lavar semanalmente as caixas d’água, por isso quando chega um período como esse chuvoso, essas caixas que estão abertas e qualquer lugar no quintal da residência que tenha água parada, como por exemplo, lixo, vasos, sacolas plásticas, latas e materiais de serviços em geral acumulando larvas, pode ocorrer a proliferação do mosquito. No período chuvoso isso tem que ser redobrado, além da concorrência da caixa d’água como dispersor dos mosquitos, temos também os lixos domésticos acumulando água e passando a proliferar o mosquito, porque a fêmea do Aedes Aegypti quando faz a postura desses óvulos, busca primeiro os recipientes vazios, que acabam se tornando um berçário para os mosquitos”, explica a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses.
 
A profissional também ressalta, que devido a pandemia da Covid-19, os sintomas iniciais das doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti, podem ser confundidos com os do coronavírus. Para evitar um diagnóstico errado é necessário que o cidadão busque o quanto antes atendimento médico mais próximo.

“Alguns dos sintomas se assemelham, então de repente a gente pode estar pensando que está com uma coisa e está com outra. Nós precisamos estar com o cuidado redobrado, muito mais alertas do que antes, porque como consequência disso, podemos ter concorrência de leitos de UTI [Unidades de Terapia Intensiva]. Tudo isso temos que ponderar para ficar mais atentos e alerta”, afirma.

Sintomas
 
É importante ressaltar que o mosquito pode transportar os respectivos vírus por toda a sua vida. Por isso é de grande importância que a pessoa que está no período de tratamento de dengue, zika e chikungunya se proteja para não ter contato com o mosquito novamente.
 
Depois que a pessoa é picada, ela demora entre três a 15 dias para manifestar os sintomas, sendo mais comum entre o quinto e sexto dia. No caso da chikungunya de dois a 12 dias (mais comum de cinco a seis dias) após a picada, e no Zika de três a 12 dias.
 
Além de serem transmitidas pela picada do mesmo mosquito, em comum, as doenças aparecem em fases agudas, podem dar mal-estar, dores pelo corpo e de cabeça, e febre. Entre as diferenças, a dor de cabeça costuma ser mais intensa na dengue, enquanto a dor nas articulações é mais intensa na chikungunya e o Zika raramente apresenta febre ou outros sintomas mais característicos. A infecção pelo Zika costuma apresentar também um quadro de conjuntivite em cerca de metade das pessoas, a vermelhidão no corpo costuma coçar e ela pode causar um aumento dos gânglios, sinais que não estão presentes nas outras duas.
 
“Mediante a esses sinais, busquem unidades de saúde, para ter um diagnóstico mais preciso, com um diferencial de que não seja coronavírus para estamos notificando a doença. No entanto, todas essas doenças podem ser prevenidas, porque sabemos onde o mosquito pode nascer e devemos fazer uma vigilância nesses lugares”, orienta Alessandra.

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