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Engenheiro da Sinfra

Detoni diz que nunca defendeu o VLT e que diferente da gestão Silval, foi ouvido por Mauro Mendes

07 Mai 2021 - 16:37

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Rafael Detoni é assessor de mobilidade urbana da Sinfra

Rafael Detoni é assessor de mobilidade urbana da Sinfra

O assessor de mobilidade urbana da Secretaria estadual de Logística e Infraestrutura (Sinfra), Rafael Detoni, apresentou os relatórios usados pelo Governo do Estado para optar pelo BRT, durante audiência pública realizada nesta sexta-feira (7). Em entrevista à imprensa após o evento, ele afirmou que nunca defendeu o VLT, e que na época em que trabalhou na gestão Silval seu relatório contra o VLT não foi respeitado.

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“Eu nunca defendi o VLT. Não existe nenhum documento meu como técnico dizendo que o VLT era mais viável. Não existe nenhum registro desse, no âmbito da Secopa inteira, em que eu valide ao ex-governador a decisão dele. Quem abandonou o BRT foi o ex-governador Silval Barbosa, inclusive ele narra detalhes disso na delação dele, que ele foi a Portugal, que ele contratou lá o estudo de viabilidade econômica, a viabilidade econômica quem deu pra ele não foi a Agecopa, não foram os técnicos da Secopa”, afirmou o engenheiro.

Segundo Detoni, na época ele chegou a se manifestar afirmando que não havia elementos que sustentassem a viabilidade do VLT, mas o presidente da Agecopa na época enviou outra manifestação ao Ministério das Cidades. “Depois que a decisão do governador foi tomada, aí nós técnicos recebemos um ofício do presidente da Agecopa, determinando que a gente fizesse o anteprojeto para contratar o VLT”, explicou o engenheiro.

Para o engenheiro, o ex-governador Silval Barbosa hoje o ataca porque precisa procurar um alvo frágil. “Precisa tentar fragilizar o que foi feito, desconstruir todo o trabalho que foi feito agora. qual foi a diferença agora? Agora o governador me chamou e falou assim: estude, me traga números, resultados, para eu tomar a decisão. Estudem juridicamente, tecnicamente, economicamente. (...)  Foi o que a gente fez. Relatório econômico-financeiro, jurídico,     de engenharia, trouxemos todos os elementos. Aí sim a gente participa efetivamente. Existe uma diferença muito latente sobre o processo decisório em 2012, com relação à participação de técnicos da secretaria, e agora em 2019/20/21”, declarou.

Em relação às críticas que dizem que o Governo Mauro lançou o BRT sem projeto, Detoni afirmou que o VLT também foi decidido sem anteprojeto, e que, na época, já havia 80% de um projeto de BRT pronto. Atualmente, grande parte deste anteprojeto do BRT pode ser aproveitado, mas algumas alterações foram necessárias. A previsão é de que o anteprojeto e o edital sejam entregues em junho.

“Muito do que estava no projeto do BRT foi trazido para o VLT. A inserção é a mesma, o corredor é o mesmo, a avenida é a mesma. O que muda é que um é sobre trilhos e o outro sobre pneu, mas a tecnologia, o resto, cria-se um FlaxFlu, VLT x BRT... são modos de transporte, cada um aplicável à sua condição, à sua necessidade, são modos de transporte, cada um com uma aplicação. Que algumas coisas se convergem e algumas se divergem. E tem que se escolher o que é melhor para a realidade local”, defendeu o engenheiro.

Apesar das altas expectativas, até agora, segundo Detoni, o município de Cuiabá ainda não iniciou as tratativas com o Estado. “A gente tem convidado, tem chamado formalmente, Várzea Grande tem se manifestado, tem participado das agendas, Cuiabá até agora não. A gente está fazendo o projeto e tem buscado o contato com todo mundo”, finalizou.

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