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Quinta-feira, 21 de outubro de 2021

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Baixa umidade coloca MT em situação de perigo e favorece circulação dos vírus da gripe e Covid-19

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Baixa umidade coloca MT em situação de perigo e favorece circulação dos vírus da gripe e Covid-19
Com índices que variam entre 12% e 20%, o  Instituto Nacional de Meteorologia (Inment), através do Centro Virtual para Avisos de Eventos Meteorológicos Severos do Sul da América do Sul (Alert-AS), emitiu alerta de perigo para todo o Estado de Mato Grosso na manhã desta quinta-feira (22). O Olhar Direto conversou com o pneumologista e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Arlan de Azevedo Ferreira, para compreender os hábitos e medidas que podem amenizar os sintomas da baixa umidade relativa do ar, assim como a incidência de doenças respiratórias.

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Nas últimas semanas, a chegada de várias frentes frias fizeram com que Cuiabá, por exemplo, atingisse a temperatura mais baixa do ano, com 5,9ºC. Este cenário, associado aos patamares críticos da baixa umidade, também contribuiu para a incidência e circulação de vírus, como o da gripe e do coronavírus. De acordo com o médico, isso ocorre porque o tempo seco torna frágeis as superfícies das vias respiratórias e comprometem os olhos, pele e lábios. 

“Aparecem complicações como rinites, sinusites, sangramento no nariz, traqueobronquites, conjuntivites, fissuras nos lábios. Esta redução na proteção natural das vias respiratórias favorece a invasão de vírus e bactérias, incluindo o vírus da gripe e o coronavírus. Daí, a verdadeira epidemia de gripes e resfriados, e mesmo pneumonia, que hoje sobrecarregam os pronto atendimentos e hospitais”, alertou. 

Para se proteger, Azevedo destacou que é importante a adoção de algumas medidas por toda a população, sobretudo pelos idosos, que são os mais propícios aos riscos da baixa umidade. Entre estas providências, ele também cita a necessidade de vacinação contra o vírus da influenza, atualmente liberada para toda a população mato-grossense, acima de 18 anos, e o uso de máscaras.

“Usar umidificadores ou umidificar ambientes em casa com toalhas molhadas; tomar líquidos de maneira a manter a urina clara e frequente; manter filtros de ar condicionado limpos; não fazer atividades físicas nos períodos mais críticos como após 10h até 16:00h”.

Em relação ao que deve ser evitado, o médico relembrou de atividades que envolvam a incineração de lixo, seja em quintal ou qualquer outro tipo de terreno. Também enfatizou a importância de evitar sair de casa caso o indivíduo esteja apresentando sintomas gripais. 

“O que mais vai repercutir no controle da epidemia destes vírus respiratórios, neste clima desfavorável são atitudes humanas, como usar máscara para que não contaminemos quem estiver à nossa volta”, finalizou.

Vacinação da Influenza 

No último dia 5 de julho, o Ministério da Saúde liberou a campanha de vacinação contra a Influenza para a população em geral, a partir de 6 meses de idade. A decisão tem como motivação a baixa adesão dos grupos prioritários que vinham sendo atendidos até então. Em Cuiabá, dentre as 107 Unidades Básicas de Saúde, apenas algumas não estão direcionadas para a aplicação da vacina contra a Influenza.

Apesar da ampliação, pessoas que fazem parte dos grupos prioritários continuam sendo imunizadas. São eles: motoristas, cobradores e auxiliares do transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, Forças de Segurança e Salvamento e Forças Armadas, crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, idosos, professores e caminhoneiros.

Vacinação em Cuiabá

De acordo com o coordenador de Programas Estratégicos da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, Wellington Assunção, dentre as 107 unidades básicas de saúde da Capital, apenas algumas não estão direcionadas para aplicar a vacina contra a Influenza "devido a essas unidades serem referência para a população que procura a unidade com algum sintoma de Covid-19 e não ser possível fazer a separação dos demais pacientes", disse Assunção. 

As unidades que NÃO estão aplicando a vacina da Influenza são: PSF Osmar Cabral / Liberdade, PSF Nova Esperança, PSF Pedra 90 lll e lV e PSF São Gonçalo, na região Sul; PSF Novo Horizonte e CS Ana Poupina, na região Leste; PSF Santa Amália /Jd. Araçá, PSF Santa Isabel I e II e PSF Santa Isabel III, na região Oeste.

Orientações para quem se vacinou contra a Covid-19

A vacina protege contra a Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B. Importante destacar que deve ser observado um intervalo de 15 dias entre a vacina da Influenza e a da Covid-19. No caso de a pessoa ter tomado a primeira dose das vacinas Pfizer ou Astrazeneca, a dose da vacina contra a Influenza pode ser tomada 15 dias após a primeira dose. No caso da Coronavac, que tem intervalo menor entre as duas doses, a vacina da gripe deve ser tomada 15 dias após as duas doses da Coronavac.
 
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