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Segunda-feira, 08 de agosto de 2022

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COM CHUMBINHO

Professor indígena morre após ficar internado 4 dias na UTI e testemunha denuncia tapioca envenenada

Foto: Reprodução

José Gomes de Melo, de 58 anos, era professor em aldeia indígena

José Gomes de Melo, de 58 anos, era professor em aldeia indígena

Um professor de Educação Física, que trabalhava em uma aldeia índigena na divisa entre Mato Grosso e Tocantins, morreu após ficar quatro dias internado na UTI de Tangará da Serra (a 251 km de Cuiabá), na madrugada dessa quarta-feira (22). 

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De acordo com a filha de José Gomes de Melo, de 58 anos, o pai e outros indígenas foram envenenados após comerem tapioca com chumbinho. A Polícia Civil informou que um boletim de ocorrência foi registrado por testemunha do susposto envenenamento em Tangará da Serra. 

"Ele foi comer na casa do cacique para volta para escola e dar aula. Ele estava longe de casa e sempre comia lá. Eles se tratavam como irmãos, se cuidavam muito e todos foram envenenados", contou a filha do professor.

A Polícia Civil do Tocantins também está investigando o caso, que aconteceu na aldeia indígena Fontoura, na Ilha do Bananal, no Tocantins. 

José, conhecido como "Tapera", precisou ser transferido de avião para a UTI em Tangará da Serra após o quadro dele se agravar. 

Ele entrou em coma, mas não resistiu e morreu. A família de José chegou a fazer uma "vaquinha" virtual para custear a viagem para Mato Grosso. Um exame toxicológico deve confirmar o suposto envenamento.
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