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Quarta-feira, 25 de maio de 2022

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na segunda-feira

Servidores do Indea entram em greve e vigilância sanitária animal e vegetal ficam prejudicadas em Mato Grosso

Foto: Assessoria Acrimat

Servidores do Indea entram em greve e vigilância sanitária animal e vegetal ficam prejudicadas em Mato Grosso
A vigilância sanitária animal e a defesa vegetal, além da emissão de guias, como a de Trânsito Animal (GTA), e documentos poderão ser prejudicados com a greve dos servidores do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) a partir da próxima segunda-feira, 06 de junho. Os servidores, juntamente com a categoria do Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso (Intermat), cruzam os braços após rejeitarem a proposta do Governo de Mato Grosso de 6% de Revisão Geral Anual (RGA) em três parcelas. Os servidores públicos do Estado solicitam a revisão inflacionária de 11,28%.

Atualmente os servidores do Indea e do Intermat sindicalizados ao Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap) encontram-se em "estado de greve".

A paralisação dos servidores do Indea e do Intermat "atrapalhará" na arrecadação do Estado, uma vez que as autarquias trabalham com grandes vertentes, como o agronegócio e a questão fundiária.

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A vigilância sanitária da sanidade animal é a principal preocupação do setor pecuário de Mato Grosso, segundo o consultor da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Amado de Oliveira Filho, além da defesa vegetal.

“No caso da sanidade é mais sério. Não é só o papel e a movimentação do animal no caso da pecuária. A vigilância sanitária tem de ser constante. Ela é a nossa garantia de mercado, em especial para o mercado internacional. Os servidores são nossos parceiros e temos prestigio pelo setor, mas não concordamos com essa paralisação”, comentou Amado ao Agro Olhar.

A base total do Sintap compreende 950 servidores, dos quais 56 são do Intermat e os demais do Indea. A presidente do Sindicato, Diany Dias, afirma que 30% dos servidores irão trabalhar nos postos fiscais, barreiras sanitárias fixas e volantes, conforme pede a lei da greve.

“Havíamos optado por esgotar todas as negociações enquanto a porta estivesse aberta. Agora que, definitivamente, o governo falou com todas as letras que não vai fazer mais qualquer proposta além do pagamento de apenas 6% dos 11,28% e ainda em três vezes, nos obriga a tomar esta decisão. Não era este o caminho desejado porque todos nós perdemos todos, servidores pelo desgaste de pedir dessa forma um direito que é seu, o governo por não entender que deve ser paga a RGA na integralidade e a sociedade, que fica sem serviços importantes”, explica Diany Dias o fato das bases do Sintap ainda não terem aderido ao movimento grevista, apesar da entidade participar do Fórum Sindical.
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