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Ortognática: como saber que você é um candidato a fazer a ‘temida’ cirurgia

Da Redação - Isabela Mercuri

17 Jul 2019 - 10:35

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Ortognática: como saber que você é um candidato a fazer a ‘temida’ cirurgia
Temida por muita gente – principalmente pelos mitos que rondam o pós-operatório – a cirurgia ortognática é um procedimento que existe para corrigir deformidades dento-faciais, ou seja, quando os ossos do rosto, principalmente a mandíbula, a maxila e o mento (queixo) crescem de forma desproporcional. Esta deformidade pode causar consequências diversas para a saúde e, por este motivo, a cirurgia é considerada funcional, e está dentro da lista de procedimentos que os planos de saúde devem cobrir, segundo determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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O procedimento é realizado por um cirurgião dentista, especializado em cirurgia oral e maxilo-facial – por este motivo, alguns planos de saúde não cobrem o pagamento deste profissional.

Em Cuiabá, um dos especialistas no assunto é Judson Lopes Guimarães, 39, que é formado pela Universidade de Cuiabá há 15 anos, e fez residência no Hospital Geral. Além disso, foi professor da faculdade de odontologia do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), e atua como bucomaxilofacial há doze anos.

Segundo o cirurgião, muito do que se fala da ortognática ficou no passado. “Antigamente, quando se fazia uma cirurgia ortognática, o paciente saía com a boca amarrada com fio de aço, e assim ficava por 40 dias. Hoje em dia ela ainda fica bloqueada, mas com elásticos, e o paciente mesmo que tira e põe, para se alimentar e higienizar”, explica.

As cirurgias ortognáticas eram planejadas a partir de imagens de radiografias e modelos em gesso, que eram montados manualmente. Atualmente softwares de planejamento virtual e impressoras 3D fazem o planejamento,  tornando-o mais refinado. 

A partir deste planejamento, a impressora 3D faz a impressão dos guias cirúrgicos que levarão ao novo posicionamento da maxila, mandíbula  e mento no momento da cirurgia. Para o correto planejamento da oclusão final, é imprescindível que o diagnóstico clínico seja realizado por um cirurgião-dentista especialista em cirurgia bucomaxilofacial.

Além disso, o pós-operatório é, sim, delicado. O paciente não pode mastigar por cerca de 30 dias, mantendo uma dieta líquido-pastosa, e o que mais incomoda, segundo Judson, é o inchaço, que pode levar alguns meses para diminuir totalmente e chegar ao resultado ideal.

“Hoje tem vários grupos em que pessoas que são candidatos à cirurgia e aqueles que já operaram, e acabam trocando algumas ideias, e chegando ao consultório já um pouco mais esclarecido. Isso ajuda, porque o paciente conhece outros relatos, não é só o cirurgião falando”, afirma Judson.

Apesar das dificuldades iniciais, o cirurgião garante que vale à pena. “Antigamente, havia uma resistência dos ortodontistas de encaminhar o paciente para fazer uma cirurgia ortognática. Por receio, tentava-se compensar o caso extraindo algum dente e posicionando os outros de uma forma mais harmônica, mas não era o ideal. Porque o problema do paciente que tem deformidade dento-facial é ósseo, não é dentário, então o ortodontista não consegue corrigir”, garante.

Os pacientes que possuem as deformidades dos ossos da face podem ter consequências como problemas respiratórios, perda óssea, perda prematura dos dentes, dificuldade de fala, de mastigação, ronco e apneia, dificuldade de fechar a boca, dentre outros, além dos problemas estéticos.

“O ideal é que se faça a cirurgia após o crescimento ósseo final, homens dos 18 aos 20 anos, e mulheres um pouco mais cedo. Mas tem alguns casos de deformidade que são extremos, e acabam levando o adolescente a sofrer bullying. Nestes casos em especial, analisando com a família, com psicólogos, nós adiantamos um pouco o processo. Eu já operei paciente com 14, 15 anos”, conta Judson.

Mas como saber que você precisa de uma ortognática?

A cirurgia ortognática é feita em pessoas com deformidades nos ossos da face. Estas deformidades são classificadas em:

Padrão facial 2 – Quando o queixo, aparentemente, é muito ‘para trás’.



Padrão facial 3 - Quando o queixo, aparentemente, é muito ‘para frente’.



Segundo o cirurgião, os procedimentos que podem ser feitos são tanto o avanço de maxila quanto o recuo da mandíbula, ou vice versa, e a fixação acontece por meio de placas de titânio. Por meio de radiografias e tomografias, é que se define o que vai fazer. “Por exemplo, às vezes você acha que a mandíbula é muito grande, mas a maxila que está para trás”. Também pode-se fazer quando há assimetria da linha média, ou seja, ‘para os lados’.

Toda a cirurgia é feita por dentro da boca, e só em alguns casos é feita uma incisão de 3 a 4 milímetros na região da mandíbula, mas a cicatriz é imperceptível. Em alguns casos, é necessário fazer a serração do osso. “Antigamente usava-se uma broca para cortar”, lembra Judson. “Mas ela esquenta muito, e queimava o osso, resultando em um pós-operatório pior. Depois chegaram as serras, e o mais tecnológico hoje é a serra ultrassônica, que só corta onde tem osso. Se por acaso ela encostar-se à gengiva ou qualquer tecido mole, ela não corta, então protege a terminação nervosa”.

Esta mudança de material trouxe melhorias em outro medo de muitos pacientes ortognáticos, a ‘parestesia’. “É o caso de dormência posterior, a parestesia de lábio. Hoje em dia diminuiu muito por causa dessa serra. Antigamente a gente contava que quase todos os pacientes iam ficar. Hoje em dia dificilmente estão ficando”, garante. Quando era utilizada a broca, muitos pacientes perdiam a sensibilidade nos lábios ou queixo para sempre. Hoje em dia, ela volta de um mês a três meses depois do procedimento.

Serviço

Dr. Judson Lopes Guimarães
Consultório: Clínica Bucalmed – Av. Presidente Marques, 1600, bairro Santa Helena
Informações e agendamentos: (65) 99618-2808 / (65) 3621-4440
Plantão: Hospital Santa Rosa para urgências e emergências
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