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Coluna Dicas de Saúde: Afogamento

Marcelo Sandrin

26 Ago 2015 - 15:48

Foto: Reprodução

Marcelo Sandrin

Marcelo Sandrin

Somos surpreendidos de quando em quando com a desagradável notícia da perda de uma vida ou mais vidas por afogamento. No rio, na piscina, no tanque, na poça d'agua, no mar, o sofrimento é atroz, e mesmo as pessoas que tem atendimento quando não morrem por insuficiência respiratória obstrutiva, o fazem muito amiúde por consequência da água no pulmão, que leva a um quadro de edema pulmonar especifico, dependendo se o afogamento acontece em água doce ou salgada.

Por outras vezes a morbidade e a mortalidade são significativa por contaminação das vias aéreas pela "água suja", poluída por bactérias e/ou produtos químicos. Independente do tipo de liquido, devemos ter em mente que mesmo os “quase” afogamentos são graves e após a recuperação a vitima deve sempre passar por uma revisão médica, mesmo quando aparentemente bem, objetivando-se a prevenção de complicações e sequelas.

Quando o afogamento ocorre em água doce, ocorre uma grande absorção de água, ppela ampla superfície dos pulmões, para dentro o sistema cardiovascular, resultante do fato de que a "concentração" da água doce ser menor que a do nosso sangue, tendo como resultando, um aumento do volume de sangue circulante, sobrecarga de trabalho ao coração e suas consequências. Numa pessoa idosa, além do sufocamento e falta de oxigenação imposta pela obstrução pela água, este aumento do volume circulante pode levar a falência do coração, e em casos não raros, podem ocorrer até ao infarto ou arritmias potencialmente fatais.

Quando o evento ocorre em água salgada, além da obstrução, devido ao fato de termos nosso sangue ser mais "ralo" que a água do mar, ou seja menos concentrado, a membrana que separa nosso sangue do ar que respiramos, agindo como uma membrana semi permeável, deixa passar água de nosso sistema circulatóriopara dentro dos espaços aéreos do pulmão, fazendo um edema pulmonar ainda maior, inundando-o mais ainda. O afogado de água salgada se afoga mais ainda em seus próprios fluidos. Independente do local, a poluição das águas é mais um problema, associando-se possíveis infecções e agressões químicas, e por isso, não podemos em hipótese alguma minimizar os afogamentos ou os “quase” afogamentos. O tratamento é oneroso e sequelas pulmonares, neurológicas, podem advir, portanto quanto mais nos dediquemos a prevenção melhor nos é.

Pessoas que frequentam ou tem piscinas em casa, mesmo tanques ou cisternas, poços, devem cuidar de fechá-los adequadamente, evitando acidentes danosos, especialmente às crianças de tenra idade.

Ao irmos ao rio para um banho, ou ao mar, todo cuidado é pouco e é de bom alvitre, antes de adentrarmos, tomarmos informações com os ribeirinhos, os surfistas, salva vidas ou seja com quem conhece.

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